O Bipolar

Convivendo com o Transtorno

Thursday
Mar 11th
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Vivendo a Vida de verdade

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Aqui em casa somos três Bipolares diagnosticados. Eu (Silvia), o Marcos e uma de nossas filhas. Mesmo sendo Bipolares com certa experiência e em tratamento estamos sofrendo muito com o descontrole de nossa filha. Ela por rebeldia (adolescente!!!) parou de tomar a medicação, obviamente escondida de nós. O resultado disso foi um surto hipomaníaco grave, com uma sucessão de erros e desatinos. Sentimo-nos impotentes depois de lutar inclusive com ela para sua própria proteção, pois as atitudes que estava tomando colocaram em risco sua felicidade, seus estudos e sua vida.

 

Não conseguimos freá-la e depois de lutar tanto sem resultado, finalmente a entreguei para o pai dela (meu primeiro casamento).

Resumi os fatos acima por serem extremamente pessoais, o que desejo compartilhar com vocês é sobre meus sentimentos sem expor excessivamente a minha filha.

Estou muito mal com tudo isso.

Frustrada, magoada, com a sensação de perda, sensação de não ter feito tudo que podia (apesar de conscientemente saber que eu fiz).

Na verdade foi por ela que eu parei de usar drogas há 12 anos atrás e entrei em recuperação. Não me importava naquela época comigo. Só queria ser uma boa mãe para minha filha, queria que quando crescesse ela se orgulhasse de mim.

Consegui ficar limpa e até hoje dei tudo de mim para ela: meu amor, minha atenção, meu colo, meu ombro, e daria a minha vida, pois a amo demais.

Dedico esse texto a minha filha com amor de mãe.

 

“Sou a miss imperfeita, muito prazer.
uma imperfeita que faz tudo o que
precisa fazer, como boa profissional,
mãe e mulher que também sou:
trabalho todos os dias, ganho minha grana,
vou ao supermercado,
procuro as amigas, vou ao cinema,
pago minhas contas, vou ao dentista, mamografia,
e ainda
faço as unhas toda semana e entre uma coisa e outra, leio livros.
quando você nasceu nenhum profeta
entrou na maternidade e lhe apontou
o dedo dizendo que você seria modelo!
Seu pai e sua mãe acreditem,
não tiveram essa expectativa:
tudo o que desejaram, é que você
não chorasse muito e mamasse direitinho.
você é humildemente, uma mulher.
e, se não aprender a delegar,
a priorizar e a se divertir,
bye-bye vida interessante.
porque vida interessante
não é ter a agenda lotada,
não é topar qualquer projeto
por dinheiro, não é atender a todos...
É ter tempo. Tempo para fazer nada.
tempo para fazer tudo.
tempo para dançar sozinha na sala.
tempo para uma massagem
para procurar um abajur novo para seu quarto.
tempo para estudar.
tempo, principalmente, para descobrir
que você pode ter o tempo a favor,
e não contra.
portanto, não queria sair por
ai batendo records...

Te amo,não quero que seja perfeita,

Quero que seja feliz!”

Autor : Marta Medeiros

 

Daqui a poucos dias minha menina faz 15 anos. Não vou estar ao lado dela porque é melhor que ela esteja onde está agora. Meus sentimentos? Prefiro sentir qualquer dor a assistir meus filhos sofrendo, prefiro que doa em mim. Tenho esperança de que ela melhore e que daqui a algum tempo eu possa estar com vocês compartilhando boas notícias.

Beijocas,

Silvia


Comentários
Monica  - Preciso do conselho de voces...   |16-03-2009 11:13:49
Caros Marcos e Silvia,
Antes de mais nada gostaria de parabeniza-los nao só
pelo site que a tantas pessoas ajuda, mas principalmente por serem positivos e
mostrarem através do próprio exemplo que os bipolars podem ter relacionamentos
felizes...
Eu não sou bipolar, mas namoro com um bipolar a 4 anos. Ele tem um
filho de 6 anos, que, ao meu ver, é também bipolar. Ele não aceita nem
conversar sobre a própria condição.. imagine a do filho. Não sei o que fazer
e acho que deveria sair fora desta relação o quanto antes.. mas amo ele.
Apesar da relação ser mais frio do que feliz, eu amo ele. E o filho está cada
vez pior, e ele não enxerga. Vi algumas coisas na internet sobre bipolaridade
na infancia, e ele tem 38 dos 40 sintomas (apenas 20 seriam necessarios para o
diagnostico...) de bipolaridade na infancia. O menino nao dorme, causa problemas
na escola, tem sexualidade exarcebada, e é infantil até a alma, além dos
desaforos que diz e esconde o seu lado 'ruim'. Nao aprende as coisas na escola,
atrapalha a aula e já foi reprovado no ano pasado (apesar de ter apenas 4 anos
naquela epoca).
Ontem tivemos uma briga violenta e eu não aguento mais viver
tapando o sol com a peneira. Hoje mandei pra ele um email com TUDO que encontrei
sobre bipolaridade na infancia... nao sei se fiz bem, mas eu não aguentava mais
ver aquilo e não poder fazer nada. Pior é imaginar a adolecencia deste menino,
os desaforos que vou ouvir além dos do pai dele. Eles dois me humilham muito...
o pai toma remédio, mas não acompanha seus próprios sintomas e isto está
ficando insuportável. Penso em sair da relação pois quando estiver velha vou
ser humilhada e desrespeitada pelos dois (vcs sabem como podem ser ofensivos e
cruéis...). Não temos amigos, não posso ter amigos, ele reclama de tudo o
tempo inteiro, e todas as pessoas são despresíveis (alavras dele). Tenho pena
de largar pois quando faço isso ele me promete que vai encarar o problema de
frente (o dele, sobre o filho nem se fala). Ele implora pra eu ficar pois diz
que ninguem vai aguentar ele na vida... e que precisa de mim, e que eu sou a
unica pessoa que ele deixa se aproximar, etc. Mas nossa vida está cada vez
pior, principalmente com o crescimento e aparecimento dos sintomas do filho.
por
favor, me ajude.. o que devo fazer?
Silvia  - Oi Mônica!   |21-03-2009 17:07:26
Respondi no outro tópico:
Bipolaridade como podemos ajudar
Mais
beijocas,
Silvia
Mariana  - Convívio com um bipolar   |18-03-2009 13:27:58
Oi Mônica, me chamo Mariana, tenho 25 anos e diagnóstico de bipolaridade a 1
ano e oito meses.
Pelo que você conta o que dá a entender é que seu namorado
já não sabia lidar com a bipolaridade dele e agora a situação piorou pelo
filho ter sintomas de bipolaridade também ( lembrando que um diagnóstico
preciso só poderá ser feito por um médico e que por enquanto você está
apenas supondo isso ), eu penso como bipolar que é muito difícil manter
relacionamentos pois muitas vezes em crises somos desagradáveis e criamos
situações constrangedoras por pouco, por isso é muito importante que quem
esteja ao nosso lado acompanhe nosso tratamento, saiba da nossa rotina de
medicamentos e também procure ajuda caso se sinta sobrecarregado ( existem
grupos de terapia em diversos estados do Brasil onde os familiares, conjugês e
companheiros recebem orientação sobre como lidar com o paciente ), mas você
só poderá participar da rotina dele se ele permitir, se em quatro anos ele
não baixou a guarda e se abriu totalmente acho que daqui pra frente vai ficar
mais difícil,então cabe a você verificar se pra sua vida vai valer a pena
permanecer nessa relação, pois para ter uma convivência harmônica a vontade
tem de partir de ambos, um só não consegue dar conta de tudo na
relação.

Beijos,

Mari.
Mariana  - Oi Silvia   |18-03-2009 13:30:49
Me emocionei com seu depoimento pois minha mãe passou por situação similar
comigo, então só o que eu tenho pra te dizer é seja forte e ame muito sua
filha pois em crise é muito doloroso ouvir daqueles que nos amam que estamos
agindo errado, mas lá no fundo nós sabemos que aquela pessoa tem
razão.

Beijos.

Mari.
Silvia  - Oi Mari!   |21-03-2009 17:16:06
Obrigada pelo carinho.
Aqui no site sempre "ouvimos" de vocês que são
ajudados por nós.
Vocês são muito preciosos para nós, nos ajudam, nos
afagam. Muito grata por vocês existirem na nossa vida.
Estou seguindo o
conselho de vocês e da Bethânia de quem sou muito fã:

"Chorei,
Não procurei esconder, todos viram...
Levanta, sacode a poeira e
dá a volta por cima"...
Gabriel Kondrat   |25-03-2009 06:57:26
Monica, uma coisa que você deve ficar alerta é que bipolares, principalmente
ao tratados, têm fortes tendências a serem manipuladores... Não por vontade
própria ou maldade, mas em função de nos sentirmos extremamente solitários
em boa parte de nossas vidas, acabamos "usando" quem está perto de nós
para que possamos nos sentirmos um pouco melhores... Não creio q agora seja a
hora de desistir... Não ainda... tenho um irmão adolescente, que passa pelo
mesmo problema que seu namorado... Ele toma inclusive medicações
coadjuvantes(2 ou mais) para controle, porém, como não tem vontade de
tratar-se, o quadro cliníco não se altera... Creio que talvez você devesse
conversar um pouco mais com ele, tente conversar com o médico que faz o
tratamente dele, alegando ao seu namorado que você também faz parte do
tratamento dele, e que de fato faz mesmo... Talvez assim você consiga dar uma
visão mais ampla ao médico dos fatos que acontecem... Costumeiramente, quando
nós não queremos ser tratados, manipulamos até nossos médicos...
Experiência própria.. Espero que tenha te ajudadp, pelo menos um pouco...
Abraços
Gabriel Kondrat   |25-03-2009 07:04:16
Silvia, eu já estive no lugar de sua filha... Fui um problema na minha casa em
minha adolescência... Meus pais também são bipolares, e portanto nossas
brigas eram gigantescas... Por vezes seguidas chegavam à agressão física...
Em uma delas fui parar na delegacia de polícia, pois meu pai assinou um B.O.
contra mim... Porém, uma das coisas que mais admiro neles é que em nenhum
momento desistiram de mim (Não estou dizendo que você tenha feito isso)... E
hoje me encontro prestes a conquistar meu equilibrio... Eu sei que, mesmo com o
quadro clínico estabilizado, é um tanto difícil ainda controlar certos
impulsos, ainda mais os agressivos, que são fortes, mas talvez você devesse
tentar mais um pouco com sua filha perto de você... digo isso baseado em minha
própria experiência. Respeito que cada caso é um caso, mas tapar o sol com a
peneira não irá ajudar muito, não concorda?
Silvia  - Oi Gabriel   |28-03-2009 10:10:11
Sei que da maneira que eu coloquei o problema para vocês, talvez pareça que
tomei uma atitude drástica por quase nada. Não aconteceu assim. Foram anos
vivendo situações de sufoco, buscando ajuda e recebendo ajuda de médicos.
Acontece que quando o portador do transtorno recusa o tratamento os sintomas
pioram ladeira abaixo. Ela não quer ajuda, não quer mudar, Isso dito por ela a
poucos dias para mim por telefone.
Ela só foi encaminhada a casa do pai quando
por fim colocou a vida dela e a nossa em perigo aqui.
Como disse no texto, não
vou explicar mais, nem discorrer sobre detalhes pois estamos em público e
preciso de certa precaução.
Tenho hoje plena consciência de que não a
abandonei: apenas a coloquei num local mais seguro e com familiares que tem
tempo para cuidar dela.
Tenho consiência também que se eu tivesse "tapado
o sol com a peneira" negando para mim mesma o que estava ocorrendo, talvez
minha filha não estivesse viva hoje.
Essa atitude que tomei foi uma das mais
dificeis da minha vida. Tenho um profundo amor por meus filhos, gostaria de
poder sentir a dor deles para que não sofressem. Mas isso é impossível. Como
mãe posso apenas fazer o meu melhor, não tentando ser perfeita (ninguém é,
não tenho essa ilusão).
Fiz o meu melhor de perto, agora farei o meu melhor de
longe, mas com a consciência de que fiz e farei sempre todo o
possível.
Obrigada pelas palavras de ajuda e por todo o carinho,
Silvia
Marcio David  - Me ajudem   |03-04-2009 13:25:30
Socorro;

Olá amigos tudo bem, com vocês?
Primeiro gostaria de parabenizar
a todos por este site que um pouco me ajudou e gostaria de saber se existe algum
local onde eu possa escrever sobre mim e meus problemas.
Muito obrigado.
Silvia  - Olá Marcio!   |05-04-2009 10:52:44
Criamos esse site com o objetivo de poder trocar experiências sobre como
conviver com a Bipolaridade. No início era um blog, mas com o crescimento
tivemos que transformá-lo num site que atende melhor as nossas necessidades.

Não ficou claro no seu post sobre o que você gostaria de escrever.
Se é um diário, ou sobre um problema específico (como nós fazemos falando de
Bipolaridade).
De qualquer forma sugiro que crie um blog seu. No caso de querer
um que seja amador, você mesmo pode criar. Leia bastante sobre criação de um
blog na net e depois mãos a obra. Muitas pessoas contratam um profissional para
isso. Nós não precisamos pois o Marcos é web master e web designer.
Se o seu
problema é Bipolaridade esteja a vontade para também postar aqui e ajudar com
suas experiências. Estamos aqui sempre que precisar.
Grande
abraço,
Silvia
Tatiana  - Para Monica   |04-05-2009 17:12:12
Meu marido foi diagnsoticado bipolar ha menos de 6 meses. O tratamento é
recente mas já noto um pouco de serenidade. Entre em contato comigo meu e-mail
tatianalnd@ig.com.br
TATIANA L CASTANHEIRA  - Precisamos confiar em DEUS e em tudo o que transce   |05-05-2009 21:48:10
Sílvia, aqui em casa tam bém somos dois, eu e meu marido, no início me via
passando por essa situação, agora que sei que é algo muito arriscado eu me
submeter a uma gravidez devido à medicação que não tenho coragem de parar,
pois tenho muitas crises de depressão, tenho apenas 6 meses de tratamento.
Então decidimos adotar uma criança quando tivermosvontade de ter um filho.
Tenha fé em DEUS que pode realizar até as coisas que achamos impossíveis, sei
sua filha vai ficar bem, você também sabe, não tenho filhos meu amor vai para
os meus cães e prefirosentir dor por eles, imagino um filho. Tem algém muito
grande lá em cima olhando pela tua família que tanto ajuda a todos nós, sei
que DEUS é fiel e não falha, nunca falhará. Ah e meu irmão semana passada
teve também um diagnóstico de bipolaridade. Lembra da música: Andar com fé
eu vou , a fé não costuma falhar... bjs.
Cathy   |21-05-2009 20:19:12
Olá Silvia, primeiro quero dizer q adorei seu site...parabéns, está
ótimo...bom estou aqui para tirar umas dúvidas...
eu tenho 15 anos e de uns
tempos para cá, as pessoas me dizem que eu estou com um comportamento
extranho.
Eu me sinto triste sem nenhum motivo, não tenho vontade de conversar
com meus amigos, ignoro eles quase sempre, também já nao tenho muito interesse
pela escola, as aulas que antes para mim eram motivo de alegria e grande
capacidade de entrar em uma faculdade e fazer meu curso de direito, hoje
passaram a ser intediantes e cansativas, quase sempre fujo da escola, e apesar
disso também nao consigo vir pra casa. Eu sinto que estou me isolando e também
sinto que estou perdendo meus amigos, mais nao tenho forças, ou vontade pra
consertar isso. ás vezes eu me empolgo demais, e sempre me perco em pensamentos
malucos, no meu "mundo perfeito"...
eu nao consigo contar minhas coisas
pra ninguem, nem pra minha familia, oq ue me leva a nao ter coragem de procurar
um psiquiatra.
Gostaria de saber como você se sentia...ou se sente...as vezes
acho q sou bipolar, mais nao tenho certeza...
Silvia  - Oi, Cathy!   |31-05-2009 07:40:06
Fico muito feliz que goste do site.
Descobrimos com ele que o valor da ajuda de
um bipolar ao outro é enorme.
Se sentir estranho, confuso, triste sem motivo,
com certeza não é normal. Para descobrir qual o seu problema precisa de ajuda
profissional, que no caso das doenças emocionais é um psiquiatra.
Sempre me
senti diferente desde pequenina.
Fazia tudo impulsivamente e depois quando
tentava explicar meu comportamento descobria que nem eu mesma me entendia.

Achava todas as opiniões válidas, menos as minhas. Não conseguia
dizer o que pensava com medo das pessoas não gostarem de mim. Minha baixo auto
estima era gritante...
Fazia tudo errado mesmo quando tentava acertar, me
envolvi com drogas porque achava que ia conseguir me modificar.
Consegui me
modificar e me tornar uma pessoa que detestei ainda mais.
Destruí relações
familiares, profissionais e de amizade e fiquei no fundo do poço.
Procurei
ajuda. Para meus problemas emocionais busquei um ótimo profissional, que se
tornou meu anjo da guarda Dr Paulo André issa. Ele me ajuda a "parecer
normal" rs
Para meus problemas com drogas busquei ajuda numa irmandade de
mútua ajuda. Tem dado certo, em dezembro faço 13 anos limpa.
Valorizo muito
hoje a minha opinião. Se não concordo com algo digo isso. Deixei de ser caco
de vidro, faço questão de me posicionar. Sou seletiva com minhas amizades.
Não aceito o inaceitável para ter pessoas que não posso contar junto de
mim.
Me orgulho do que sou hoje e quero melhorar a cada dia.
Hoje trabalho com o
que gosto. Sou uma boa mãe (não perfeita, mas com todas as limitações de um
ser humano), sou uma boa esposa e principalmente sou eu mesma todo o
tempo...
Minha demora em procurar ajuda me trouxe muita dor. Não recomendo! Uma
das piores dores que podemos sentir é a dor emocional.
Então se você está
sentindo dor, coloque de lado seu preconceito com a psiquiatria (como eu fiz com
o meu) e vamos a luta.
Pode contar comigo se precisar de um ombro para chorar e
não se esqueça de mim tamém quando melhorar para podermos rir juntos.


Beijocas Bipolares,
Silvia
mariangela   |01-06-2009 15:11:05
Nossa minha tia está passando , por essa situação, com minha prima
adolescente, ela não sabe mais o que fazer, tá perdendo a cabeça, pois a
mesma é insuportavel, manipula as pessoas, dá uma de vítima, já tentou
suicidio, ultimamente tem andado é más companhias... Quero muito ajudar, a
minha tia que tanto prezo e minha priminha... Agora depois que falei com minha
tia, ela ficou mais tranquila e quer marcar uma reunião de familia pra tentar
fazer a cabeça de minha prima, pra procurar um psiquiatra... Nossa como essa
fase de idade é dificil!!! Tô tentando ajudar, lendo a respeito e levando
orientação.
mariangela  - Olá , Silvia   |02-06-2009 14:22:39
Uma curiosiadade,a pessoa que tem esse transtorno desde a infancia, com
determinado tempo de tratamento, já mais maduro, consegue se controlar? Não é
mais necessario medicação? Continua com autos e baixos? mas com menos
intensidade? Possui mesmo o auto controle? Ou é mentira?
Silvia  - Olá Mariangela!   |30-06-2009 16:14:21
Desculpe responder tanto tempo depois. Estamos sem comentar no site a algum
tempo pois felizmente estamos cheios de trabalho.
Mas achei suas perguntas muito
importantes para não serem respondidas.
Começando de baixo para cima:

Possui
auto controle? Ou é mentira?

É uma grande mentira! O transtorno Bipolar não
tem cura conhecida. Tem um tratamento eficaz que nos estabiliza e nos torna
membros produtivos na sociedade novamente.
Falo isso pela minha história. Antes
do tratamento não conseguia trabalhar direito, tive crises de pânico junto com
os sintomas da bipolaridade, agredia as pessoas (mesmo as que eu amo). tudo em
mim estava descontrolado. Hoje sou uma pessoa completamente diferente.

Continua
com autos e baixo mas com menos intensidade?

Sim. Continuo com variações de
humor, porém elas são bem mais amenas agora que estou estabilizada.

Não é
mais necessária medicação?

Essa resposta é muito importante. Não posso
deixar de tomar minha medicação.
Me revoltei uma vez e quase enlouqueci. Toda
a minha estabilidade que conquistei com muito custo foi por aguá abaixo.
Aprendi uma grande lição que me fez fazer as pazes com o fato de ser bipolar e
com a minha medicação.
O que acontece se um diabédico ficar se sua
medicação? Ele piora e pode até morrer.
Conosco também é assim. Precisamos
do tratamento para manter nossas emoções numa linha mais ou menos reta. A dor
emocional é uma das piores que podemos sentir. Pode nos lançar numa verdadeira
prisão, numa desesperança cada vez maior e em muitos casos já levaram pessoas
a morte por suicídio.
Espero ter ajudado de alguma forma.
Beijocas
Bipolares,
Silvia
júlia teca   |01-07-2009 05:24:27
silvia, venho duma familia muito conservadora na qual ninguem quer saber
destas
coisas de doenças psicologicas, sao de profunda ignorancia
e
despresão essa opção de haver algum individuo na familia com
algum
problema desses. tenho 17 anos e paxei os meus ultimos 6anos a
tentar
entender o meu caso ate chegar a conclusao de que sou bipolar.
nao sei
como compartilhar isso com os meus ente queridos pois nenhum
dles m
da ouvidos. acho melhor ficar calada mesmo, para nao ser alva
de
descriminação na familia.
Silvia  - Olá Júlia   |05-07-2009 06:06:35
Pelos relatos de muitos Bipolares percebemos que muitas vezes a família só se
mexe quando o Bipolar já está em surto causando vários problemas. Se você
já identificou que tem problemas emocionais, o caminho agora é procurar um
psiquiatra para que ele possa avaliar a sua situação dando um diagnóstico e
começando o tratamento se for o caso.

Lembrando sempre que sentir dor
emocional sem um motivo concreto não é normal e nunca deve ser encarado como
tal.

Vou citar um exemplo:

Uma pessoa amada morre. Choramos, passamos nosso
período de luto e depois por mais difícil que seja retomamos as nossas
atividades normais.

Uma pessoa deprimida não é assim. Do nada a tristeza vem
e vai ficando cada vez maior. fica difícil levantar da cama, é dificil tomar
até um banho. Não queremos ver as pessoas, muitas vezes porque sabemos que
elas não irão entender. Podem até nos dizer que é frescura ou nos mandar
passear no shopping, sem saber a dor que está nos destruindo naquele momento. O
pior de tudo é não saber porque essa dor veio e se desesperar achando que ela
nunca mais irá embora...

Falei acima só um pouquinho sobre depressão.
Existem muitas outras doenças emocionais...

Sugestões com a sua família:

-
Procure uma das pessoas de sua família que seja menos preconceituosa e diga que
está com problemas e precisa de ajuda. Convide-a para lerem juntas algumas
matérias sobre bipolaridade. Podem fazer o teste de Bipolaridade juntas e a
cada resposta sua positiva explique como se sente.

- Aqui no site tem dois
vídeos sobre Bipolaridade. Caso se identifique, mostre a eles e diga que se
sente assim e gostaria de ser avaliada por um profissional.

Costuma dar certo
quando a família vê os vídeos e lê as matérias, porque eles mesmos percebem
muito do seu comportamento ali.

Lembro que a dor emocional é uma das maiores
que podemos sentir e que com o passar do tempo os sintomas aumentam e o quadro
que a princípio pensávamos que se resolveria sozinho fica fora de
controle.
Não precisamos deixar que isso aconteça, principalmente por
preconceito com a psiquiatria.

Nosso psiquiatra se torna um aliado nessa luta
constante em direção a estabilidade emocional.

Porque será que as pessoas
com outras doenças crõnicas (como o diabetes) não tem vergonha de ir ao
médico?

Espero ter ajudado de alguma forma.

Desejo muita boa sorte,

Se precisar estamos por aqui.
Beijocas Bipolares,
Silvia
júlia teca  - Obrigada Silvia!   |22-07-2009 16:05:38
Silvia, agradeço muito pela sua resposta, esperei muito por ela e
finalmente a recebi... Deus lhe abençoe e lhe dê ainda mais sabedoria para
continuar a ajudar mais bipolares. Bjo bem grande!!!
Betaguima   |31-07-2009 14:22:46
Silvia, adorei o site. Encontrei ele hoje e não consigo parar de ler todos os
casos e assuntos. Estou passando por um momento muito delicado, pois meu pai é
bipolar e está na sua pior crise! Conheço muito bem essa doença, pois convivo
com ela há 26 anos. Sou filha de pai bipolar ,mas não sou bipolar e tenho
imensa dificuldade de me relacionar com meu pai. Gostaria de algumas dicas para
ajudar o bipolar qnd está em crise.

bjos
Mariana  - Re: Betaguima   |17-08-2009 11:52:10
Olá, faz tempo que você escreveu mas mesmo assim gostaria de responder : Seria
interessante você conversar com os médicos que fazem o atendimento de seu pai
( psiquiatras e psicólogos ) pra saber exatamente em que estágio da doença
ele está, como ele está reagindo a medicação, observar se ele está tomando
essa medicação corretamente, pois normalmente quando ficamos muitos acelerados
ou depressivos mesmo em tratamento é porque a medicação ou não está fazendo
efeito ou não está sendo tomada corretamente.
Quanto mais informação você
colher sobre a doença vai facilitar também pra que você entenda as crises
dele e sempre fique por dentro do tratamento dele e se cuide também, fazendo
terapia familiar, pois os acompanhantes e familiares sofrem mais que o doente
muitas vezes.

Um grande abraço

Mariana
mariscavassa2009@ho tmail.com
Jussara Adami  - É complicado..   |07-08-2009 10:50:40
Oi a todos...
Eu li o conselho que vcs deram a uma pessoa na qual ela informa
que o namorado(que tem um filhinho bipolar tambem) pede a ela para que fique
porque ninguém irá aguenta-lo além dela. O meu caso é bem parecido, meu
namorado é muito carente, diz que antes de me conhecer não tinha motivos para
viver e que eu sou o motivo.Diversas vezes brigamos, na ultima vez (não faz
tanto tempo) ele bebeu um pouco a mais e ao chegar na casa dele e entrar no
quarto fiquei inconformada com a situação: roupas sujas amontoadas, papeis
espalhados pelo chão..uma bagunça e sujeira total. Depois de muito tempo,
consegui sair da casa dele (as 4 da manhã) e fui pra casa. No outro dia ele me
ligou perguntando o que houve e que não se lembrava de nada..já pedi várias
vezes pra ele pra procurar um psiquiatra pelo convênio, mas ele diz que sem
minha ajuda não dá. Passou o dia como se nada tivesse acontecido, faltei a
faculdade porque eu estava acabada (andei por 40 minutos até os transportes
começarem a funcionar) e depois disso, ele disse que a culpa era minha e eu
tinha 03 dias para me redimir..porque se eu o amasse mesmo, não seria uma noite
de bebedeiras em que ele disse algumas verdades (ele lembrou..?!) que iria
acabar com tudo..
Já passei vários sites a ele, já disse que se não procurar
por ajuda não poderei continuar a servir de muleta. Como ajudar alguém que
não se ajuda? Ele diz que é bipolar e que não entendo a doença dele, mas ele
nunca foi diaguinosticado por um especialista..alguns sintomas se encaixam e
outros não..ele menti muito também. Havia me dito que precisava tomar
remédios, mas não queria mais toma-los e que havia acabado mas como se não
passou por nenhum especialista? Não sei mais o que pensar..ele fica me dizendo
que se eu terminar com ele, ele se mata. Tenho uma filha de 12 anos, cuido
daminha mãe de 84 anos e tento me manter racional e sem abalo emocional para
poder cuidar delas, mas ele ta abalando com tudo e me deixando estressada com
tudo isso. Não sei o que posso fazer mais..javascript:JOSC_emoticon("&#
34
Mariana  - Re: É complicado   |17-08-2009 11:26:36
Oi Jussara, sei que já se passaram vários dias do seu post pois hoje já é
dia 17/08/09 mas de qualquer forma o que você pode fazer você já vem fazendo
que é incentivá-lo a procurar ajuda, principalmente médica, pois pra que nós
possamos saber qual é o problema exatamente ele tem que ser examinado pelo
profissional da área que seria um psiquiatra, eu sei que as ameaças de
suícidio caso você o deixe assustam, mas procure manter a familía dele ou
alguém próximo dele informado dessas ameaças e veja se esse relacionamento
está sendo positivo pra você, se você acha que ainda existem chances dele se
tratar então procure o máximo de ajuda possível, não lide com essa
situação sozinha, se ele tem familía, repito, procure e deixe - os a par do
que está ocorrendo e do que você tem feito para que ele entenda que precisa
passar por uma avaliação médica.Seria interessante você verificar nos pronto
socorros da região o que você pode fazer para leva - lo ao médico já que ele
está recusando tratamento mas está ameaçando tirar a própria vida.
Mas é
muito importante que você não deixe ele transferir esse problema pra você,
ele é adulto e mesmo doente tem de cuidar de si e dos seus problemas você como
parceira pode apenas apoiá-lo do mesmo que a família, mas quem tem que querer
melhorar é ele.


Um abraço.

Caso você queira se corresponder comigo por
favor me inclua no msn mariscavassa2009@hotmail.com

Me chamo Mariana, tenho
26 anos e diagnóstico de bipolaridade a dois anos.
LIGIA SALOMAO   |06-09-2009 11:29:11
Olá Silvia, Parabéns e obrigada pelo site! Tenho 30 anos, mas convivo com os
sintomas desde a infância, repleta de muitos medos e inseguranças, que se
acentuaram na adolescência quando começaram as crises, inclusive de movimentos
corporais repetitivos e catatonia. Tive muitas crises durante a vida, tanto de
depressão quanto de mania, mas os episódios eufóricos foram os que trouxeram
maiores prejuízos (gravidez na adolescência, traições, divórcio, acidentes
de carro, pensamentos suicidas...). As crises foram se acentuando com o passar
do tempo, predominando o pensamento acelerado, a irritabilidade exagerada,
compulsões diversas, recentemente, eu queria bater nas pessoas na rua, não
conseguia mais conversar, fazia movimentos desconexos com a face e mãos e só
queria me fechar na minha concha. Apesar de tudo isso, fui incorretamente
tratada com fluoxetina, numa depressão forte, há 10 anos, sem sucesso, já que
acentuou a euforia, e recebi um sub diagnóstico de "traço bipolar" há
três anos atrás, com tratamento com doses baixas de valproato, novamente sem
sucesso na estabilização do humor, eficaz, no entanto, contra minhas crises
fortíssimas de enxaqueca. Há seis meses, entretanto, fui, finalmente
diagnosticada como portadora de transtorno bipolar tipo I bem caracterizado pelo

Dr Rogerio Marrocos, referência no assunto no Brasil, inclusive com vários
artigos publicados internacionalmente. Hoje, estou completamente estabilizada,
recebendo 300mg de Quetiapina e 100mg de Topiramato, medicamentos de última
geração, com poucos efeitos colaterais. O único incoveniente é o preço. A
quetiapina é extremamente cara e o SUS só fornece no caso de esquizofrenia.
Mas é um medicamento extremamente eficaz também no caso de transtorno bipolar,
então, deveríamos nos mobilizar no sentido desta medicação ser fornecida
gratuitamente também para nós bipolares e como sabemos o lítio, um dos
medicamentos mais utilizados no nosso caso tem sua dose de toxicidade. Outra
dica que eu dou para os portadores desta doença que traz tantos sofrimentos,
são terapias alternativas. Dos seis meses de tratamento com medicação, há
quatro meses que pratico yoga regularmente. Desde então, percebi um aumento
significativo no meu bem-estar, mais equilíbrio e disciplina em minha vida.
Não só pelos benefícios já conhecidos dos exercícios físicos, mas pelo
trabalho de equilíbrio e relaxamento da mente que é feito durante as aulas.
Para quem tiver a oportunidade, vale a pena tentar, homens ou mulheres ou mesmo
adolescentes. Outro ponto importante a se ressaltar, é a questão da
alimentação. Juntamente, com as aulas, passei a adotar uma dieta
desintoxicante. Observei, desde então, uma diminuição drástica na ansiedade
e na irritabilidade, principalmente nos períodos de TPM, em que eu sofria
demais. Além disso, eu sofria de compulsão alimentar, especialmente com
chocolates. Nesta fase do tratamento, com a ajuda da medicação, da yoga e da
dieta, consegui ficar sem comer doces ou chocolate (a exceção do chocolate
amargo em doses pequenas após o almoço) e funcionou. Além, de todas estas
práticas, a psicoterapia também tem sido uma aliada nesta árdua batalha
contra esta vilã silenciosa. Ainda mais, quando você não tem ninguém na
família com quem contar, que entenda o problema ou se interesse, ou se envolva
com o tratamento. Meu atual marido, ainda tem uma compreensão limitada de tudo.
Ultimamente, tem melhorado, há uma semana até resolveu iniciar aulas de yoga,
mas no início relutou muito com relação à medicação e me ofendia nas
crises de depressão. Mas meus pais, não se interessam e nem me pergutam,
achando que ocultando o problema ele dei...
Silvia  - Olá Lígia!   |12-09-2009 16:13:26
Olá Lígia!

Achei a sua postagem interessantíssima! Agradeço por ter contado
sua história de vida e superação, que é um exemplo a ser seguido por todos
nós. Adorei as dicas sobre as terapias alternativas, relaxamento é legal para
nós que vivemos muito stress. Acho tudo que puder ajudar deve ser utilizado.
Poderia nos passar a receita da dieta desintoxicante?

Você citou um
problema e me estimula muito a lutar por nossos direitos de medicação
gratuita, transporte gratuito e outras tantas coisas mais que são fundamentais
na fase que nos impossibilita trabalhar para obter nosso sustento e mesmo depois
pois a medicação é super cara, o que atrapalha demais... conte com a minha
ajuda se tiver alguma idéia de como podemos colocar isso em prática logo, da
minha parte vou colocar a cabeça pra funcionar e entro em contato.
Beijocas
Bipolares,

Silvia Mouriño
Deiverson Pereira dos Santos  - confuso   |18-09-2009 18:20:32
olá...
meu nome e deiverson, tenho 19 anos. Des de criaça sempre fui
queto, queto ate de mais, minha mãe me batia pra falar com as pessoas
e sempre fui de me isolar, as vezes nem minha mãe sabe q eu estou em
casa...eu tenho mudanças de humor frequentemente, não tenho amigos e
poucas pessoas ainda estam perto de mim...eu sei q eu q afasto elas de
mim, mas eu não faço isso pq quero, sei la derrepente eu fio irritado
e acabo magoando elas...nem sei o q fazer mais.Sabe eu tenho medo de
procurar um psicologo e saber de coisa q eu nem quero imaginar...achei
esse site e me identifiquei muito, fiz o teste e so 5 respostas foram
negativas. O q eu faço?
obrigado !!!
Silvia  - Oi Deiverson!   |19-09-2009 18:26:10
Oi Deiverson!

Sempre me achei diferente. Desde pequenina, me identifiquei muito
com o que você contou até aí. Também tinha medo de saber o porque eu era
diferente e queria ser igual as outras pessoas a qualquer custo. Não gostava de
ser tímida demais. (mal abria a boca, quem me conhece hoje diria que estou
mentindo). Vou resumir para você não desitir de ler
Conheci um
pessoal que usava drogas, isso mesmo, você não leu errado, eles pareciam bem
legais descontraídos, pareciam tudo o que eu queria ser. Só pareciam!
Se antes
eu me achava "diferente", depois de drograda eu realmente passei a me
odiar. Casei, tive uma filha, separei.
Depois conheci um lugar que me ajudou a
me livrar das drogas e reconstruir a minha vida, mas a dor emocional continuava
e eu perguntava sempre o que faltava, pois casei novamente, tive outro filho e
ganhei dois enteados e uma poodle,
eu tinha entrado num inferno nessa tal busca,
vivia nessa angustia que não sabia o nome, me sentindo a ponto de
enlouquecer...
Foi exatamente aí com esse medo de realmente perder a minha
sanidade que eu abri mão do meu orgulho e pedi ajuda da maneira que ela
viesse,com o nome que ela tivesse. Eu estava disposta a aceitar a ajuda e foi
muito bom para mim. Se eu soubesse que seria tão bom, não teria ficado tanto
tempo sofrendo antes de pedir ajuda.

Eu sugiro que você peça ajuda também,
independente de você ter ou não Bipolaridade, ou do nome do seu problema.
Não é normal sentir dor emocional, se você está sentindo essa dor, é porque
algo está errado.
O médico das nossas emoções é o Psiquiatra.
Se cuida,
não espere mais. Vou ficar aqui torcendo por você.

Beijocas bipolares,


Silvia Mouriño
LIGIA SALOMAO   |21-09-2009 10:03:10
Olá Silvia,
Agradeço pelas palavras.
Realmente é uma luta muito dura a ser
travada e nós temos que nos segurar de todas as formas... Há duas semanas que
estou entrando na euforia, e estou me segurando, fazendo meditação, vindo a
pé para o trabalho (isso é possível pois moro no interior), acabei de fazer
um curso de Reiki, para poder me auto-aplicar, e isto me acalma muito, enfim...

Quanto à dieta, não é nada muito complicado não. Como meu medicamento
prende o intestino e dificulta a digestão, além de reter muito líquido
(engordei 6 kg em um mês), cortei o leite e o pão, e bebidas geladas. Então,
introduzi muito chá quente, principalmente depois das refeições (é
digestivo) e frutas adstringentes (pera, maçã). Ah, e nada de verduras cruas,
pq também são de difícil digestão, só cozidas. Preferência por carne
branca. Carne vermelha procuro comer uma vez por semana. E como eu já havia
dito, doces só chocolate amargo. Nada de restringir quantidades. Eu fiz por
mais ou menos um mês e venho mantendo algumas coisas, além de ter adotado
definitivamente o chá. Meu intestino voltou a funcionar normalmente, minha
digestão melhorou 100%, consegui desinchar bastante e a redução na ansiedade
e na irritabilidade é visível.
A propósito, sobre o auxílio das chamadas
terapias complementares no tratamento de quadros ansioso-depressivos, encontrei
um artigo excelente de um psiquiatra do Hospital das Clínicas com formação em
Filosofia que defende um tripé "medicamento-psicoterapia-terapias
complementares" e faz uma abordagem do doente inserido na sociedade. Muito
interessante: http://www.psiconet.com/foros/psicofarma
cos/serson2.htm
Beijos,
Lígia
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Última atualização ( Sex, 13 de Março de 2009 22:40 )  

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