O Bipolar

Convivendo com o Transtorno

Thursday
Mar 11th
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Bipolaridade - Como podemos ajudar

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ajudaCom o crescimento do Blog, percebemos que muitos dos leitores possuem as mesmas dúvidas. A que representa a maiorias dos emails e comentários, sem dúvida é "como posso ajudar?". Há sempre um amigo, namorado, marido, pai, mãe, etc. que é portador diagnosticado, mas que tem dificuldade de aceitar o transtorno. O artigo que se segue serve tanto para estes, quanto para aqueles que já aceitaram o diagnóstico. Ele foi copiado da página da ABRATA e contém algumas dicas que podem auxiliar muito no tratamento e na conscientização do paciente com seu transtorno.

COMO A FAMÍLIA E AMIGOS PODEM AJUDAR?


Antes de mais nada é necessário conhecer a doença e o tratamento do transtorno bipolar do humor. Mesmo assim, cada novo episódio representa um desafio, porque se misturam problemas individuais, questões pendentes, características de cada família.

O apoio ao tratamento é fundamental para ajudar o paciente em momentos difíceis a manter os medicamentos na dose certa e no horário prescrito. Bastam alguns dias sem tomar a medicação ou tomando menos que necessário para que entre em nova crise. Compreender os sintomas não como seu jeito de ser, mas como doença, alivia muito e reduz o sentimento de culpa no deprimido. O doente em euforia requer firmeza e paciência, porque o relacionamento se torna mais desgastante. Ele pode recusar as orientações da família, alegando que agora toda vez que se sentir feliz e de bem com a vida logo pensam que está em mania. A intervenção junto ao médico antes que perca a autocrítica previne conseqüências piores ou eventual internação.
  • se os medicamentos estiverem causando efeitos colaterais muito incômodos e o paciente mencionar que quer parar com tudo isso, o médico deve ser informado;
  •  
  • detectar com o paciente os primeiros sinais de uma recaída; se ele considerar como intromissão, afirmar que é seu papel auxiliá-lo;
  •  
  • falar com o médico em caso de suspeita de idéias de suicídio e desesperança;
  •  
  • compartilhar com outros membros da família o cuidado com o paciente;
  •  
  • estabelecer algumas regras de proteção durante fases de normalidade do humor, como retenção de cheques e cartões de crédito em fase de mania; auxiliar a manter boa higiene de sono;
  • programar atividades antecipadamente.
  •  
  • mesmo depois da melhora, há um período de adaptação e desapontamento; é importante não exigir demais e não superproteger; auxiliá-lo a fazer algumas coisas, quando necessário;
  •  
  • evitar chamar o paciente de louco ou demonstrar outros sinais de preconceito, que favorecem o abandono do tratamento; tratá-lo normalmente e apontar sintomas com carinho;
  •  
  • aproveitar períodos de equilíbrio para diferenciar depressão e euforia de sentimentos normais de tristeza e alegria.

COMO O PACIENTE PODE SE AJUDAR?


A pessoa mais interessada no próprio bem-estar é quem está doente. O paciente com transtorno bipolar do humor tem uma doença que costuma durar a vida toda, que se mantém sob controle com tratamento adequado. Cabe a ele o esforço de manter o tratamento: é ele quem toma os medicamentos - ou não. Ninguém pode forçá-lo, a não ser em situações que ponham em risco a sua segurança ou a de outros. Portanto, se você é portador do transtorno bipolar:
  • comprometa-se com o tratamento - discuta dúvidas com seu médico, eficácia dos estabilizadores do humor, intolerância a efeitos colaterais, etc.;
  •  
  • mantenha uma rotina de sono; mudanças no sono ou redução do tempo total de sono podem desestabilizar a doença; converse com seu médico, caso precise mudar o hábito de dormir;
  • evite álcool e drogas; além de interagirem com algumas medicações, também agem no cérebro, aumentando o risco de desestabilização da doença; se tiver insônia ou inquietação, não se automedique - converse com seu médico;
  •  
  • evite outras substâncias que possam causar oscilações no seu humor, como café em excesso, drinques, antigripais, antialérgicos ou analgésicos - eles podem ser o estopim de novo episódio da doença;
  •  
  • enfrente os sintomas sem preconceito - discuta com seu médico sobre ele;
  •  
  • se não estiver podendo trabalhar, "não queime o filme" - é mais sensato tirar uma licença, conversar com a família ou com o patrão, e se permitir convalescer;
  •  
  • lembre-se: você está bem por tomar a medicação; se parar de tomá-la, mesmo após 5 ou 10 anos, os sintomas podem voltar sem prévio aviso; é preciso manter-se alerta para o aparecimento dos primeiros sinais, como insônia e irritabilidade;
  •  
  • há indícios de que quanto mais crises da doença a pessoa tiver, mais ela continuará tendo, por isso, procure participar ativamente do tratamento;
  •  
  • descubra seus sintomas iniciais de nova crise depressiva ou maníaca - tome nota e avise imediatamente seu médico;
  •  
  • aproveite períodos de bem-estar para redescobrir como você de fato é; como são os sentimentos de tristeza, alegria, disposição e como você lida com seus problemas;
  •  
  • quanto mais você conhecer a doença, melhor você poderá controlar os sintomas no período inicial; proteja-se: evite estímulos de risco em potencial, como decisões importantes, relações sexuais sem preservativos, projetos ambiciosos, gastos - ponha seus planos no papel e espere para executá-los quando se reequilibrar; procure canalizar hiperatividade ou idéias negativas para atividade física ou manual; se estiver deprimido, dê-se um empurrão, pois a iniciativa está em baixa;
  •  
  • procure e aceite ajuda da família e dos amigos quando perceber que não consegue se cuidar sozinho.
  •  
  • é comum querer parar o tratamento, ou porque vai tudo bem, ou porque não está dando certo; procure conversar com outras pessoas com o mesmo problema, que já passaram por isso; lembre-se de como era seu sofrimento; discuta com a família se valeria a pena buscar uma segunda opinião sobre o diagnóstico e o tratamento.
  •  
  • Temporariamente o paciente pode ficar inapto a se tratar adequadamente. Nestas fases a intervenção amiga da família é fundamental.
Esperamos que estas dicas possam ajudar muitos dos leitores do Blog, portadores ou não de bipolaridade.
Comentários
aucilene freitas de souza   |22-01-2009 19:04:14
Estou descobrindo o site. E num período de crise, onde novos sintomas estão
aparecendo: indícios de, também, transtornos relacionados ao pânico. Tenho
necessidade de entender o processo, por isso busco, avidamente, todos os meios
que consiga de informação.
Este um a mais.
Obrigada.
Silvia  - Oi, Aucilene!   |22-01-2009 19:18:09
Muito bom ter você aqui conosco, infelizmente num momento difícil para
você.
Quando minha crise vem, procuro meu médico e normalmente apenas um
reajuste na medicação é o suficiente para me estabilizar novamente. Também
tenho períodos em que tenho vários sintomas do pânico e muita, muita
ansiedade...
Com o tratamento tudo isso tem diminuido muito, ficando de um
tamanho que posso lidar no meu dia a dia sem interromper minhas atividades
normais de trabalho, mãe e esposa, entre outras .
Espero que você consiga
encontrar o que procura com as suas pesquisas: respostas para o nosso desafio
diário de viver melhor como portadores do transtorno.
Muito boa sorte, estamos
aqui sempre que precisar, já não precisa mais estar só, ok?
Grande
abraço,
Silvia
aucilene freitas de souza   |28-01-2009 19:48:50
Obrigada, Silvia!
Certamente um apoio. É difícil para as pessoas (amigos,
familiares etc) entenderem algo tão repentino. Sim, repentino... porque o
transtorno bipolar, até então não lhes cusava tanto epanto, porque controlava
bem com medicamentos. E minhas crises são muito mais de euforia,
excitabilidade, do que de depressão profunda. Quando há melancolias, são
leves e não por muito tempo. Mas o pâncio é novidade e devo confessar está
me assustando bastante. Estou medicada e confiante que posso controlar. Iniciei
yoga na tentativa de auto-conhecimento e auto-controle, juntamente com
acompanhamento médico. Apenas não retornei com terapia psicológica, mas devo
voltar em breve.

Mais uma vez, obrigada.
abraço
Silvia  - Olá!!   |01-02-2009 07:39:51
Oi Aucilene!
Obrigada por compartilhar conosco suas experiências. Também estou
em busca da psicoterapia. Adiei por todo esse tempo colocando outras coisas como
prioridade, mas agora estou percebendo que minha prioridade número um tem que
ser o meu bem estar. Andei tendo umas crises nada agradáveis semana
passada.
Aqui no RJ onde moro, tem uma guerra de facções rivais e estava um
tiroteio danado quando saí do trabalho. Fui atravessar uma rua e enquanto o
fazia, tive a certeza de que iria morrer antes de chegar ao outro lado. A rua
para mim ficou enorme, me senti desprotegida, pequenina, o coração quase
saindo pela boca. Tive vontade de me abaixar e me encolher como um bebê achando
que não iria conseguir sozinha.
Respirei fundo repetidas vezes reconhecendo o
pânico e aos poucos a rua voltou ao tamanho normal e eu segui o meu caminho.
Esse foi um dos episódios, tive outros. Detesto a falta de controle desses
momentos. Sou uma mulher decidida, coerente, trabalho, sou independente. Detesto
me sentir frágil, entende? Do tipo preferir chorar trancada no banheiro para
que ninguém perceba um momento de fragilidade. Mas sou frágil diante das
minhas emoções. Nesse mundo em que nós mulheres temos que matar um leão por
dia para provar nossa competência acho que acabei ficando assim. Acho que
quero mudar isso rs
Então também vou buscar meu auto conhecimento. Falar
com você me ajudou bastante a decidir isso.
Por isso sempre agradeço a vocês
essa troca que fazemos aqui.
Fico feliz por ter te ajudado, obrigada pela ajuda
também!
Beijocas,
Silvia
Bianca Freitas   |17-02-2009 19:27:09
Olá!
Tenho apenas 16 anos e não sei se eu tenho bipolaridade. Minha amiga
disse (acho que meio por brincadeira) que eu tenho transtorno bipolar, intão eu
fikei curiosa e fui pesquisar. Durante a minha pesquisa, descobri que quem tem
transtorno não precisa ter necessariamente a fase maníaca e a fase
depressiva.
Isso me deixou um pouco preocupada, já que eu sou muito agitada,
feliz de mais da conta, nada me abala, me destraio muito fácil, eu extouro de
raiva assim do nada com uma pessoa e olha pra outra e já estou super calma, e
saio atropelando minhas ideias. Você acha q isso é motivo para eu me
preocupar?

PS: amei o site, gostei muito da ideia de vocês!
Silvia  - Olá Bianca!   |18-02-2009 14:15:34
Que bom você gostou do site!
Todo mundo tem bom humor e mal humor. A
Bipolaridade é muito mais do que isso. A tristeza é enorme e a alegria
também. Não ficamos tristes, e sim deprimidos, nos arrastando. Não ficamos
alegres, ficamos eufóricos e parece que essa alegria não vai caber dentro de
nós.
A Bipolaridade atrapalha, dificulta a relação com a família, o
convívio social, o convívio na escola ou trabalho. Chegamos a um ponto que nem
nos entendemos mais.
Isso tudo, antes do tratamento, é claro.
A minha sugestão
é que se você se sente incomodada e se identificando com o que tem pesquisado
sobre Bipolaridade, converse com a sua família para fazer uma avaliação
médica.
Digo isso porque com o passar do tempo os sintomas não tratados pioram
e a dor emocional é uma das piores que podemos sentir. Se o psiquiatra
confirmar, quanto mais cedo você começar o tratamento, melhor será para
você.
Minha filha de 14 anos foi diagnosticada como Bipolar também, e já
começou o tratamento. Ela tem estado mais atenta, com o humor mais
estabilizado.
Estamos aqui para o que precisar. Uma dica é colocar seus pais
para ler as matérias que se identifica (se for o caso) para que eles entendam.
Normalmente a família quando lê, nos reconhece e fica mais fácil de
entender.
Beijocas,
Silvia
Bianca Freitas   |18-02-2009 17:27:13
Estava super anciosa para que você me respondesse.
Eu me identifiquei com os
sintomas da fase eufória (particularmente acho a palavra maníaca muito forte),
e não tenho nenhum indício da fase depressiva.
Estou contente com a sua ajuda
e sei que o apoio é um dos pontos mais importantes.
Irei conversar com a minha
família sobre isso.
Hoje fui fazer uma redação sobre o tema "A
importancia de acreditar em si mesmo" e lembrei do seu trabalho. Veio-me um
turbilhão de ideias na cabeça, mas na hora de passar para o papel, eu me
atrapalhei um pouco.
Muito obrigada por me ajudar.
Acompanharei sempre o site,
mesmo se eu não tiver bipolaridade e se precisar de ajuda pode contar
comigo.
Beijinhos e até mais!!!
Silvia  - Oie Bianca!!!   |18-02-2009 18:22:20
Também me identifico com você. Tenho poucas fases depressivas, sou mais
"hipo" mesmo
As vezes penso tão rápido que preciso parar e
respirar fundo antes de colocar em palavras para que as pessoas entendam. Meu
marido reclama que sempre abrevio as histórias, mas minha ansiedade de falar
tudo ao mesmo tempo faz com que eu resuma os fatos mais importantes para chegar
logo no final
Engraçado é que as pessoas acabam me achando super
tranquila, centrada, enquanto estou fervilhando por dentro
Sou
impaciente pra @!$%¨&*!!!!


Não liga não que hoje estou no 220.
Fico muito feliz sempre que conseguimos
ajudar alguém através desse site. Ele é muito importante para nós nessa luta
de aprender a conviver com o transtorno e de nos aceitar como pessoas
capazes.
sim, porque somos tão capazes quanto qualquer pessoa dita
"normal". Vocês também nos ajudam muito, não tem idéia da gratidão
que sentimos.
Beijocas estaladas
Silvia
Bianca Freitas   |21-02-2009 16:32:22
Olha eu enchendo vocês de novo....
mas dessa vez não vim falar sobre mim
(em parte é, mas tudo bem).
Na escola onde eu estudo há um projeto
que os alunos fazem o ano todo pra depois apresentar para os alunos
que não compões o grupo (o resto da escola) e para
a comunidade.
Cada uma das três série tem um tema diferente para
trabalhar um sub-tema sobre o assunto.
Nós do 3º ano ficamos com
Cidadania e Sustentabilidade e o meu grupo decidiu trabalhar com
preconceito em geral, os tipos de preconceito que existem,
essas coisas assim.
Intão, como sempre, nessas horas surge um monte
de idéias  e você não sabe oq fazer , por onde começar, essas
coisas que vocês deve saber direitinho.
Eu pensei que já que
você tem o objetivo de ajudar pessoas com bipolaridade e pessoas
que estão com dúvidas (assim como eu), que vocês poderiam me ajudar
dando um depoimento sobre o preconceito que pessoas que fazem
tratamento tem sofrem, quais as dificuldades que essas
pessoas encontram por causa disso ou intão se vocês já sofreram
preconceito por terem transtorno bipolar.
Intão, é só...
Fico grata
desde já...
Muito obrigada mesmo pela ajuda de vocês...
 
Beijos e abraços!!!
Bianca
Silvia   |24-02-2009 06:47:20
Será um prazer ajudar.
Nosso objetivo com o site é realmente essa troca de
informações. Pesquisamos muito para colocar matérias que esclareçam os
portadores de TAB e a família para uma melhor qualidade de vida.
Entre em
contato para que possamos saber exatamente o que você precisa e como quer
fazer.
Beijocas,
Silvia & Marcos
Jussara Adami  - Esclarecimentos...   |25-02-2009 17:07:20
O site foi um achado pois estava pesquisando sobre o assunto devido meu namorado
ser Bipolar. Muitas vezes a gente descute porque ele esta impaciente e eu de
TPM, algo que sabemos que ambos são salvos pelo chocolate..rsrsrs...sou do tipo
mais quieta e ele não para de falar, adora "conhecimentos inúteis" -
como ele mesmo diz - e eu gosto de profundidade nos assuntos...fico brava porque
quero dormir cedo...ter uma vida mais saudavel e ele vai dormir tarde, não
gosta de caminhadas ou execrcícios...apesar de ser escotista. Quero saber o que
possa ajuda-lo. Ele diz que as sessões com pisicologos e tal não ajudaram e
não esta tomando remédio, tenho que " mandar" para ele fazer as
coisas, outras ele esquece - memória não funciona muito bem - e não consegue
ficar em um mesmo lugar por muito tempo. Quero ajuda-lo a crescer, a melhorar de
vida e passar por isso, mas realmente não sei como. Convenci de ir ao
homeopata, talvez medicina alternativa pode auxiliar, florais, yoga, ajudou
minha filha com bronquite e nas crises dela..mas sei que isso é só uma
pontinha do iceberg para ajuda-lo...ainda bem que o blog me ajuda...por favor,
não parem...e obrigada.
Silvia  - Oi Jussara!   |02-03-2009 03:38:21
Olá!
Muito do que você descreveu são características comuns nos Bipolares
que conhecemos (incluindo nós ).
Somos bem agitados, fazemos várias
coisas ao mesmo tempo. A maioria de nós odeia rotina, não consegue ficar muito
tempo em empregos mesmo que sejam bons.
Curiosos buscamos conhecimento sobre
tudo, e temos muita dificuldade com o sono. Quando deitamos o pensamento
acelerado impede o relaxamento e o sono.
Memória O que é isso mesmo

A experiência que nós temos não é com a homeopatia, e sim, com a
alopatia que sempre surtiu efeitos no tratamento psiquiátrico. Tenha em mente
que independente da terapia ou medicina alternativa que você usar, não deve-se
NUNCA abandonar o tratamento aloterápico.
A Psicoterapia não funciona como uma
dose de veneno , seus efeitos não são imediatos, demora um
pouco para que se note, persista no tratamento, ok
O mais importante no
entanto é que ele entenda que precisa de ajuda e volte a fazer o
tratamento.
Boa sorte, beijocas,
Silvia & Marcos
Ana Gabriela  - Como posso ajudar??   |27-02-2009 22:06:30
Óla a todos....
Silvia,ou Marcos..acabei de conhecer o site e estou ,muito
feliz por ter encontrado pessoas como vcs que podem nos ajudar!!Depois de ler
tantas coisas e tantos casos sobre a Bipolaridade,tenho certeza que alguem bem
próximo de mim é Bipolar.Pois todos os sintomas,tentativa de suicídio e
muitas outras coisas...só que eu não sei como ajudar...Como posso fazer
isso???Me ajudem por favor!!
Obroigada!!
Silvia  - Oi, Ana Gabriela!   |02-03-2009 04:15:33
O primeiro passo é buscar a confirmação do diagnóstico com um psiquiatra de
confiança.
É muito importante que a pessoa a quem você se refere reconheça
que precisa de ajuda e busque-a.
Podemos fazer muito pouco quando o portador do
transtorno se recusa a ver que está precisando de ajuda.
Eu mesma por
preconceito, me recusava a aceitar que precisava de ajuda apesar de isso ser
público e notório. Precisei de um longo tempo de sofrimento emocional.
Uma
dica é que o coloque para ler algumas matérias falando sobre como se sente o
portador de bipolaridade para ver se ele se identifica. Temos muita coisa legal
aqui, pois evitamos termos muito técnicos, falando mais de sentimento mesmo,
que é o que mexe conosco, afinal somos vítimas das nossas emoções
descontroladas. Tem o vídeo da entrevista que demos que ficou legal, leve e com
bastante informação também.
Caso ele se recuse a ler no site, você pode
imprimir algumas coisas e colocar nos lugares da casa onde ele costuma
ficar.
Meu marido fez isso. Espalhava matérias pela casa, no banheiro, e eu
acabei lendo (escondida, sem admitir) mas me ajudou a me identificar com os
sintomas.
Depois é legal que a pessoa veja que não está sozinha, somos muitos
no mundo. Tem matérias sobre artistas que são Bipolares, pessoas bem sucedidas
que trabalham e levam uma vida muito próxima da "normalidade". Temos
que ter consciência que a maioria dos portadores de doenças emocionais pode -
em tratamento - ter qualidade de vida, trabalhar, estudar, ter relacionamento
afetivo, enfim, viver a vida como qualquer pessoa que não sofre de doenças
emocionais.
Estamos a disposição para conversar sempre que quiser, ok

Muito boa sorte, beijocas
Silvia
Ana Gabriela  - re: Como posso ajudar??   |02-03-2009 15:22:57
Oi Silvia,muito obrigada por me responder e me ajudar me explicando tudo isso!!E
assisti o video,e achei muito bom e esclarecedor!Eu sei que temos que procurar
um psiquiatra,mas não sei onde procurar e nem qual seria de confiança...eu to
muito perdida com tudo isso...A pessoa que me refiro é meu namorado,e estamos
separados agora por conta dessas oscilações de humor e sentimentos...a última
briga que tivemos foi terrível,nos ofendemos muito,nos machucamos muito,e
depois ele teve uma crise de depressão muito forte...e eu fiquei muito
preocupada,só que essa não é a primeira vez que acontece isso.Uma outra vez
que aconteceu foi bem pior.....e por isso estou muito perdida,não sei o que
fazer,onde procurar ajuda....e por isso estou aqui!rs....e vc já me ajudou
muito!!!!Vou fazer o que me disse em relação a colocar matérias pela
casa..vou tentar!!
Eu não conheço nenhum psiquiátra que poderia
conversar..vcs tem algum telefone que indicam para outras pessoas??Alguém de
confiança???
Bom,desde já eu agradeço a vcs pelo o que estão
fazendo!!!Muito obrigada mesmo!!! meu e-mail é gakju@terra.com.br ,caso
tenha que falar algo pessoal..

Muito obrigada!!! Beijos...

Gabi
Silvia  - Oi Gabi!   |02-03-2009 18:26:53
Também já enfrentamos fases de muitas brigas e agressões. Imagine
dois Bipolares brigando???
Isso tudo diminuiu muito depois que
começamos o tratamento.

É muito importante também que você se preocupe e cuide de si mesma.
Digo isso para você com grande preocupação pois sei como
posso machucar quem eu amo emocionalmente durante minhas crises,
ninguém merece passar por perto quando estou descontrolada.
Acredito
que você esteja passando por esse momento difícil pelo que me
contou.
Não pense nem por um momento que possa estar
incomodando, pois é um grande prazer para nós tentar ajudar, mesmo
que seja só um pouquinho com o que aprendemos sobre nós mesmos.
Sou
do RJ e aqui eu tenho um Psiquiatra que confio plenamente que é o Dr
Paulo André Issa. Ele é meu anjo da guarda de plantão
 
Caso vocês estejam no RJ também tenho o maior prazer em te
passar os contatos. Ele abriu uma clínica de neuropsiquiatria que
atende a preços populares, com uma
equipe maravilhosa.

Copacabana/Campo Grande/Nova Iguaçú:
021-
3474-7020
/ 2413-0551

Consultório particular:

Barra/Copacabana/Campo Gra
nde:
021- 3684-7607 / 2415-0255

Caso esteja em outro local podemos te
ajudar indicando a ABRATA (Associação Brasileira de Familiares,
Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos). Com certeza eles podem
indicar um profissional de confiança na sua cidade.

O site
deles é:
www.abrata.org

O atendimento ao público é feito
exclusivamente através de contatos com equipe de voluntários por
e-mails ou telefone, ou pela participação nas atividades que são
gratuitas .
Fone: (11) 3256-4831 
segunda à sexta, das 13:30
às 170h.
E-mail: contato@abrata.org.br
Muito boa sorte

Faça contato sempre que puder ou quiser,
Beijocas,
Silvia
Bianca Freitas   |03-03-2009 18:31:11
Olá!!
Quanto tempo que eu não apareço por aqui...
não foi porque eu esqueci
(afinal todos os dias alguem me chama de bipolar, mais por gracinha mesmo).
Eu
não respondi você antes porque estava esperando a confirmação do grupo sobre
o tema que nós íamos trabalhar, mas o tema foi mudado e nós vamos mecher com
a campanha "Liberte um livro".
Muito obrigada por vocês quererem me
ajudar com o projeto da escola. Muito obrigada mesmo.

Vocês realmente vão ter
que colocar um forum no site, rsrsrs...

Mais uma vez obrigada...
Boa sorte pra
você e sua família.
Beijinhos e abraços!!!
Silvia  - Oi Bianca!   |04-03-2009 04:15:27
Tudo bem
Estamos procurando tempo para mexer no fórum, mas logo estará no
ar...
Boa sorte com o projeto da escola, estamos sempre a disposição se
precisar.
As pessoas normalmente não entendem o que é Bipolaridade. Muitos
acham ser frescura, outros modismo, tem até quem sugira uma volta no shopping
para que melhoremos. Isso na melhor das hipóteses, pois tem também quem diga
que se tivéssemos um tanque de roupa para lavar não teríamos tempo para
isso...
Lutamos para que as doenças emocionais em geral sejam livradas desse
preconceito e que as pessoas entendam que temos um transtorno que não tem cura
(como o diabetes), mas que tem um tratamento e com ele podemos ter qualidade de
vida como as pessoas ditas "normais".
Então me faz um favor?
Quando
alguém te zoar te chamando de Bipolar, esclareça o que é a Bipolaridade.
Unidos acredito que conseguiremos que essa informação chegue até as pessoas
da maneira correta, e não com o desserviço que a mídia presta na maioria das
vezes. Sim , porque se você for observar na mídia (quando chegam a abordar o
tema) os Bipolares sempre são assassinos, mal caráter etc...
Queremos um
trabalho sério e exigimos respeito.
Bom, vou ficando por aqui. Adorei
"falar" com você , vê se não some
Beijocas,
Silvia
Monica  - AJUDA - nao sei mais o q fazer   |18-03-2009 13:16:50
Caros Marcos e Silvia,
Antes de mais nada gostaria de parabeniza-los nao

pelo site que a tantas pessoas ajuda, mas principalmente por serem positivos
e
mostrarem através do próprio exemplo que os bipolars podem ter
relacionamentos
felizes...
Eu não sou bipolar, mas namoro com um bipolar a 4
anos. Ele tem um
filho de 6 anos, que, ao meu ver, é também bipolar. Ele não
aceita nem
conversar sobre a própria condição.. imagine a do filho. Não sei
o que fazer
e acho que deveria sair fora desta relação o quanto antes.. mas
amo ele.
Apesar da relação ser mais frio do que feliz, eu amo ele. E o filho
está cada
vez pior, e ele não enxerga. Vi algumas coisas na internet sobre
bipolaridade
na infancia, e ele tem 38 dos 40 sintomas (apenas 20 seriam
necessarios para o
diagnostico...) de bipolaridade na infancia. O menino nao
dorme, causa problemas
na escola, tem sexualidade exarcebada, e é infantil até
a alma, além dos
desaforos que diz e esconde o seu lado 'ruim'. Nao aprende as
coisas na escola,
atrapalha a aula e já foi reprovado no ano pasado (apesar de
ter apenas 4 anos
naquela epoca).
Ontem tivemos uma briga violenta e eu não
aguento mais viver
tapando o sol com a peneira. Hoje mandei pra ele um email com
TUDO que encontrei
sobre bipolaridade na infancia... nao sei se fiz bem, mas eu
não aguentava mais
ver aquilo e não poder fazer nada. Pior é imaginar a
adolecencia deste menino,
os desaforos que vou ouvir além dos do pai dele. Eles
dois me humilham muito...
o pai toma remédio, mas não acompanha seus próprios
sintomas e isto está
ficando insuportável. Penso em sair da relação pois
quando estiver velha vou
ser humilhada e desrespeitada pelos dois (vcs sabem
como podem ser ofensivos e
cruéis...). Não temos amigos, não posso ter
amigos, ele reclama de tudo o
tempo inteiro, e todas as pessoas são
despresíveis (alavras dele). Tenho pena
de largar pois quando faço isso ele me
promete que vai encarar o problema de
frente (o dele, sobre o filho nem se
fala). Ele implora pra eu ficar pois diz
que ninguem vai aguentar ele na vida...
e que precisa de mim, e que eu sou a
unica pessoa que ele deixa se aproximar,
etc. Mas nossa vida está cada vez
pior, principalmente com o crescimento e
aparecimento dos sintomas do filho.
por
favor, me ajude.. o que devo fazer?
Silvia  - Oi Mônica!   |21-03-2009 17:03:21
Fico feliz que tenha gostado do site e que possamos ajudar contando como fazemos
para conviver com a Bipolaridade.
Em primeiro lugar, é necessário que ele se
proponha a ser avaliado por um especialista, que no caso é um psiquiatra para
confirmar o transtorno. Normalmente quem convive conosco percebe os sintomas
gritantes e através da pesquisa detecta a Bipolaridade. É importante que ele
se proponha a essa avaliação para que comece o tratamento e melhore a vida
dele mesmo e de vocês que convivem com ele. No caso dele realmente ser Bipolar,
o filho pode ter herdado dele o transtorno, pois pelo que se sabe tem fundo
genético e quanto mais cedo a pessoa é diagnosticada e tratada, menor o
sofrimento emocional e a dificuldade de viver feliz.
Se ele não quiser
realmente ajuda, você nada pode fazer além de cuidar de si mesma.
Você
disse:
"Ele implora pra eu ficar pois diz
que ninguem vai aguentar ele na
vida...
e que precisa de mim, e que eu sou a
unica pessoa que ele deixa se
aproximar"...

Como Bipolar que sou vou dar um pitaco:
Ele quer que você
fique, ok.
O que ele está disposto a dar em troca? Quer se tratar para que
vocês possam ter uma vida melhor? Ou vai continuar usando sua paciência e seu
amor para que continue aguentando tudo?

Cuide de você, da sua cabeça, da sua
sanidade. Podemos fazer sofrer muito realmente quem nos ama quando recusamos o
tratamento e nosso umbigo se torna o centro do mundo.
Muito boa sorte, estamos
aqui para o que precisar, seja para chorar junto (buscando soluções, claro),
ou para rir depois que a tempestade passar.
Beijocas,
Silvia
Mariana  - Auxílio doença e Bipolaridade   |06-04-2009 07:44:19
Já escrevi em outro tópico sobre essa situação, mas continuo a insistir pois
é um absurdo o que o INSS faz com os portadores de doenças mentais,
principalmente com os Bipolares.
Tive o diagnóstico de bipolaridade a dois anos
e a seis meses estou tentando receber o auxílio doença sem sucesso, mesmo
apresentando exames e relatórios já ouvi de tudo, até que por ser uma doença
genética não há como receber benefício.
Só quero deixar registrado de que a
doença já nos leva a vivenciar situações muito humilhantes e devastadoras e
que o governo com suas políticas burrocráticas não precisa se esforçar muito
pra tornar nossa vida pior, pois quem é Bipolar não trabalha pq está com
frescura, mas sim pq tem uma doença gravíssima, capaz de levar a pessoa ao
fundo do poço não vendo como outra saída o suícidio.
Tiago Pinto  - Ajuda   |27-04-2009 07:24:24
Tenho 29 anos e até há bem pouco tempo vivi com uma bipolar. Ela ainda
não
está controlada e alterna entre fases de depressão e euforia.
Numa das
fases piores dela tentou o suicidio o que me assustou bastante e a
partir dai
comecei a ser mais vigilante e preocupado com ela, tentando
controla-la ao
maximo para se manter estavel. quando fizemos 1 ano de relação
(Fevereiro) eu
pedi-a em casamento pois amo-a muito e ela aceitou, no entanto em
Março
tivemos algumas discussões, pois ela começou a ficar um pouco
eufórica,
apesar de o negar. Na ultima discussão que tivemos disse-me que
estava farta e
que precisava de ser reconquistada, porque eu já não lhe dava o
mesmo
carinho, não lhe ligava, apelidava-a de adjectivos diferentes e
estava
"acomodado". No dia seguinte disse-me que teve um pesadelo
connosco em que nós
nos separávamos e que lhe pareceu muito real e não era
isso que ela queria.
Uns dias mais tarde eu tive que ir à rua e quando sai de
casa ela beijou-me
dizendo que me amava e estava bem. Quando eu cheguei algumas
horas depois
disse-me que tinhamos que ter uma conversa, pois queria terminar a
relação,
porque precisava do espaço dela e se sentia sufocada e terminamos
tudo. A minha
questão é: Isto pode ser de uma crise de euforia? Se sim, o que
devo fazer?
não dar noticias ou manter-me próximo dela, ainda que ela não o
queira. Desde
que terminou a relação comigo tem feito gastos excessivos,
noitadas, sexo desenfreado (prostituição)etc.
Tenho muito medo por ela e
muita preocupação porque a amo muito e continuo a
achar que ela me ama.
Ajudem-me por favor, porque estou a ficar desesperado.

Obrigado
Mariana  - Tiago Pinto   |27-04-2009 11:48:07
Olá Tiago, como bipolar, aconselho vc a procurar ajuda médica para essa pessoa
tão importante pra vc ( se ela já faz tratamento procure o psiquiatra que ela
já conhece ), lembrando que vc não pode leva-la obrigada, entao tera de fazer
contato com ela e manifestar sua intenção de ajudar.

Em crises de euforia é
muito comum os gastos excessivos, sexo promiscuo, agressividade, irritabilidade,
insônia e fala desconexa.

Quanto antes vc conseguir se aproximar e leva-la pra
avaliação médica melhor, só um bom psiquiatra pra averiguar como ela está.
keila  - TBH   |14-05-2009 06:03:44
Realmente é assustadora a forma como este transtorno domina nossa auto-estima,
desfaz laços, traz perdas e grandes prejuízos. Descobri que era bipolar há
três anos, só hoje compreendo que realmente é imprescíndivel o uso das
drogas para tratá-la ou ao menos amenizar seus sintomas. A sociedade precisa
estar atenta a este tipo de distúrbio, para impedir o preconceito, bem como a
disseminação de rótulos para distinção de nós pacientes. " Já ouvi
coisas do tipo". Aquele fulano perdeu a cabeça e surtou" "Só pode
ser Bipolar". Como se o ato de o ser humano se irritar em público se
tornasse uma atitude anormal.
É isso aí! Que a medicina e a mídia façam sua
parte.
keila  - re: Auxílio doença e Bipolaridade   |14-05-2009 06:11:22
Só um detalhe! Não somos doentes mentais como você própria rotula, temos a
mesma capacidade de raciocínio que qualquer outra pessoa. O que precisamos é
buscar com auxílio de um profissional a "ESTABILIDADE". Já escrevi em
outro tópico sobre essa situação, mas continuo a insistir pois é um absurdo
o que o INSS faz com os portadores de doenças mentais, principalmente com os
Bipolares.
Tive o diagnóstico de bipolaridade a dois anos e a seis meses estou
tentando receber o auxílio doença sem sucesso, mesmo apresentando exames e
relatórios já ouvi de tudo, até que por ser uma doença genética não há
como receber benefício.
Só quero deixar registrado de que a doença já nos
leva a vivenciar situações muito humilhantes e devastadoras e que o governo
com suas políticas burrocráticas não precisa se esforçar muito pra tornar
nossa vida pior, pois quem é Bipolar não trabalha pq está com frescura, mas
sim pq tem uma doença gravíssima, capaz de levar a pessoa ao fundo do poço
não vendo como outra saída o suícidio.[/quote]
Mariana  - keila - re: Auxílio doença e Bipolaridade   |27-05-2009 15:26:10
Transtorno Bipolar do Humor ou Transtorno Afetivo Bipolar ou
Psicose
Maniaco
Depressiva, é doença mental sim, e se é doença mental, quem
possui
é doente
mental, mas em nenhum momento eu coloco em questão a
capacidade
intelectual de
quem é portador dessa doença, mesmo porque já li
sobre
pessoas
inteligentissímas que possuiam TBH,então não é rótulo,mesmo
porque
que eu saiba doença mental não é sinônimo de burrice ou falta de
capacidade (
questões que em nenhum momento abrangi em meu comentário citado
por você ).E
se você se sente
mal com o fato de ser doença mental ( não é
algo que eu
formulei, é algo que constatei em fatos, em sites sobre a doença,
perguntando pra
minha psiquiatra, perguntando pro meu psicólogo ) seria bom
você rever seus conceitos, o
primeiro passo pra se
chegar a tão sonhada
estabilidade ou qualidade de vida,
é se aceitar.Eu já me
aceitei e estou
lutando firme e forte não só contra
crises ciclicas, mas contra
efeitos
colaterais de remédios, comentários infelizes de
amigos e parentes e
com a tal
burrocracia do INSS que me deixa sem pagamento por
não entender que
agora não
tem como trabalhar.
Ernesto  - estabilidade sem custos   |15-05-2009 16:12:55
Fui diagnosticado bipolar há alguns anos, (quando ainda fazia tratamento) tomei
medicamentos que me ajudaram por determinado tempo, mas infelizmente os custos
eram muito abusivos e tive que parar o tratamento, em julho do ano passado,
por falta de dinheiro. Consegui bastante estabilidade sem os remédios, mas esse
ano a agressividade, irratabilidade e muitos outros sintomas vêm me
prejudicando de novo, mas continuo sem dinheiro para voltar ao tratamento. Por
Favor, gostaria de saber se existe algum meio de ajuda sem muito custo, pra
uma serenidade de quem porta bipolaridade!
Mariana  - Estabilidade sem custos   |27-05-2009 14:39:04
Olá Ernesto eu faço tratamento pelo rede pública em Santo André o site da
prefeitura onde você encontrará endereços e telefones dos locais que fazem
atendimento é o seguinte :

http://www.santoandre.sp.gov.br/secre
taria/bn_conteudo.asp?cod=1433&opr=306&c ateg=sec_saude

Caso não seja esse seu
munícipio verifique no site da prefeitura da sua cidade, a maioria das cidades
oferece atendimento público e dependendo dos remédios que o médico receitar
também é possível retirar na rede pública, espero ter ajudado.

Mari.
Débora  - Acho que sou!   |11-07-2009 12:22:26
Oi, tenho 29 anos e estou perdendo minha identidade, acho que vou perder meu
relacionamento e não sei mais o que fazer. Acho que sou bipolar mas só que
depressiva. Não sou eufórica, pelo contrário: Desânimo, cansaço mental;

Dificuldade de concentração, esquecimento;
Isolamento social e familiar
(não saio aos finais de semana e nem recebo ninguém); Apatia, desmotivação;
sentimento de medo, insegurança, desespero e vazio; Pessimismo, idéias de
culpa; Baixa auto-estima;
Aumento do sono (tem dia que o sono não vale de
nada); Dores e problemas físicos como, cefaléia (desenvolvi enchaqueca),
sintomas gastrintestinais (tenho diarréias constantes), dores pelo corpo (me
chamão de Maria das Dores) e pressão no peito (acho que uma hora vou infarta,
mas infelismente isso não acontece); Idéias suicidas (mas ainda não tenho
corangem), mas já tentei quando mais nova; não no sentido de querer morrer mas
de por um fim no sofrimento.
Não tenho referência de um psiquiatra em Belo
Horizonte, pois como tenho lido, tenho que ter referências, e o problema que
são particulares e caros!
Tenho feito um diário para um dia ver se eu me
reconheço, ou mesmo me conheço. Tá difícil! Me ajudem, não quero chegar no
fundo do poço! Se já não estou!
Mariana  - Oi Débora   |13-07-2009 17:01:26
Te respondi em outro post mas de novo reforço, procure o serviço público de
Belo Horizonte se informe sobre como passar com a área de Psiquiatria e
Psicologia gratuitamente e de uma olhada no site da Abrata - www.abrata.org.br,
que tem informações super legais, ler outros posts do próprio site do Bipolar
vai dar a dimensão pra vc de quantas pessoas como nós estão buscando uma
forma de se ajudar, dá vontade de se suicidar pq vc não vê saida, mas de que
adianta fugir do problema, problemas mal resolvidos vão nos perseguir onde quer
que estejamos.

Um grande abraço,
Mariana.
Gislaine  - Ajuda de todos   |29-07-2009 14:16:12
Comecei a namorar tem 8 meses e antes de entrar na relação meu namorado me
explicou e me "avisou" que era bipolar. Eu não dei muita importância
ao que ele disse, pois, gostava dele e era isso que importava, além do que,
não conhecia muito sobre a doença. Foi então, que presenciei a primeira crise
e realmente me assutei, fiquei preocupada. Depois disso, comecei a procurar mais
sobre a doença e hoje achei o site de vocês, e assim que li esses comentários
eu soube que tinha que participar e aqui estou. Preciso muito de toda a
informação que vcs tiverem, toda a experiência que puderem me contar, ou
seja, preciso de ajuda.
Hoje em dia eu vivo desesperada sem saber o que fazer.
As crises do meu namorado não acontecem com muita frequência, quando ele está
ruim, não levanta da cama pela manhã e fica por lá o dia todo. Não come,
não toma banho, não fala com ninguem e nem quer a presença de ninguem, e vcs
não imaginam o quanto me dói vê-lo assim e não poder fazer nada. Ele está
com 24 anos atualmente, e tudo isso começou quando ele era apenas adolescente,
tanto que, chegou até a atrapalhar seus estudos e ele não terminou o segundo
grau. Teve um dia que eu entrei no quarto dele quando ele estava ruim, e eu
queria ficar ali perto dele, ajudar de alguma forma, e me lembro até hoje o que
ele disse, " Amor deixa eu ficar sozinho, eu só quero dormir para isso
passar logo". Ele praticamente não tem uma vida social, não volta a
estudar (mas, está pensando na possibilidade), não trabalha, e pra ele essa
parte é bem mais fácil, já que, seus pais possuem um negócio próprio. Eu
motivo tanto ele, tanto, que sou a mais decepcionada quando as coisas não dão
certo, e ai não sei se algum dia vão dar, entenderam? Já estou quase perdendo
as esperanças, por exemplo, o sono dele é muito ruim, o pai o chama de
morcego, ele passa a noite toda acordado e no outro dia passa dormindo, e quando
conseguimos arrumar seu sono, tipo, ele vai domir antes da meia noite e no outro
dia acorda num horário razoavel, eu digo a vocês, isso não dura uma semana e
já está tudo bagunçado de novo. Fico com tanta raiva as vezes, pois, acho que
ele deveria ter um pouco mais de boa vontade e fazer um pouco mais de esforço
mas, não sei se é possível, não sei como dizer a ele, não sei se irei
machuca-lo. Um dia desses ele furou os dois pneus do carro do pai(buraco no
asfalto), pra que, o pai dele virou uma fera como sempre, e ai quando estavamos
voltando só nós dois no carro(sem meu namorado), ele começa a despejar um
monte de coisas em cima de mim, "Eu não aguento mais isso, esse marmanjo
irresponsável não presta atenção em nada, não trabalha, não estuda, é um
vagabundo que não quer saber de nada, e eu tenho que ficar sustentando, se ta
doente vamos tratar, mas ele não quer saber de nada, parece um morcego,
enquanto todo mundo levanta cedo ele fica lá dormindo, que futuro vcs vão
ter?, que futuro vc vai ter com uma pessoa assim?...... " e por ai
vai.
Imaginem como eu me senti, como eu me sinto. O pior de tudo é que, apesar
de já ter os meus problemas, eu me preocupo demais com ele, com a vida dele,
com os problemas dele, e isso as vezes acaba comigo.
Enfim, ainda tinha muitas
coisas pra falar, mas só vou dizer mais uma, quem teve a paciência de ler o
que escrevi, sendo ou não bipolar, e tenha alguma sugestão, já tenha passado
por algo do tipo antes, e saiba alguma forma para eu lidar com a situação, por
favor, escreva pra mim.

Obrigada
Betaguima   |31-07-2009 13:47:55
Gislaine, saiba que essa doença não tem cura. Apenas tratamento para
controlá-la. E infelizmente a sociedade ainda não está preparada...Lendo seu
comentário acima imaginei direitinho e sei como é a sua relação.
Infelizmente a melhor opção é que a pessoa não pare de se medicar
corretamente, para que dessa forma seus ciclos de crise diminuam.

Força
...abraços
Thaisa  - Não sei o que pensar?   |05-10-2009 18:05:14
Oi Sílvia, adorei esse site, estão esclarecendo muita coisa na minha cabeça
sobre esse transtorno. namoro há um ano e dois meses com uma pessoa bipolar. Eu
já o conhecia há uns 4 meses antes de namorar com ele, e via que ele era
considerado meio doidinho entre amigos. Enfim qdo começamos a namorar, ele me
admirava muito (até hj isso manteve), portanto o sue comportamente mudou muito,
pois ele aparentou ser uma pessoa mais calma , mais tranquila. Depois de 3 meses
de namoro ele diz ter recebido alta do remédio. E depois de algum tempo
começou as grosserias, as oscilações. A partir daí conversamos muito e fomos
crescendo em relação á isso. Foi aí que a m´ãe dele me contou do
disturibio, o que era e como lidar com isso. Passou o tempo e ele largou o
emprego e dedicou-se somente aos esportes por lazer. Achei otimo ele se apegar
aos esportes, mas sempre dizia q ele tinha q arrumar um outro emprego. Enfim,
com o tempo foi passando e eu tive um problema de saude e teria q tomar uma
atitude indesejada por mim e ´por ele naquele momento. Mas enfim teria que
engravidar. Isso foi muito dificil de ser encarada por mim , quem dirá por ele.
Mas posso dizer q fiquei surpresa com a maturidade q ele teve. De primeira ele
negou e queria sair logo daquela relação. e eu deixei ele livre pra escolha.
Mas depois de 6 meses, muita coisa mudou, ele veio trabalhando isso na cabeça ,
com a psicologa, comigo, com a mãe dele e claro a nossa relaçao foi
amadurecendo muitoo. Sem deixar de ter as oscilaçoes de humor com algumas
discussões chatas. Mas fui tentando administrar pois sei q isso é normal em
TAB. Enfim, a quase um mês atrás,ele viajou pra tentar fechar um negocio, e um
dia antes ele me confessou muita coisa de sua vida lidando com essa doença. Que
era muito grato por eu estar na vida dele, que ele nunca teve um namoro tão
bom, que valesse a pena como eu. E q tinha entendido o sentido da vida depois de
me conhecer. E declarou que já teve vontade de suicidio muitas vezes antes do
nosso namoro. Confesso q fiquei assustada com aquilo tudo, mas gostei de saber q
eu lhe fazia muito bem. Enfim depois de 3 dias ele voltou de viagem, e qdo
encontrei ele estava em surto. Eu nunca tinha visto aquilo, fiquei assustada,
mas soube lidar muito bem com a situação. EU e a mae dele fomos ao psiquiatara
com ele, fizemos de tudo para ajuda-lo.
Assim com o tempinho ele foi aceitando o
tratamento e melhorando. Até qe um dia ele me buscou, fomos a um lugar e de
repente vi ele oscilando o comportamento e começou a me tratar mal. Fomos a
casa de amigos ele começou a beber e eu lhe perguntei, vc não pode beber, ja
que estava tomando remédios. E de repente ele veio me deixar em casa e
terminou tudo comigo, na hora ele não deu explicação nenhuma. por isso
ignorei e fui embora. No dia seguinte ele ainda tava muito agitado e insistia no
temrino, falou muito sobre outras razões, que ele não aguentava mais brigar e
q se sentia usado em relação a gravidez. E Conversamos muito, mas fiquei mals
pq não entendia como au
Gisely da Silva Baptista  - Ajuda   |11-11-2009 11:30:00
Namoro um bipolar e estava tudo preparado para casarmos, o nosso relacionamento
era excelente. Ele fazia muitos planos para a nossa vida, inclusive sempre
falava de filhos. Há quinze dias ele simplesmente me enviou um e-mail e disse
que precisava de um tempo, como ele mora em outra cidade na semana passada fui
conversar com ele pessoalmente. Ele disse que está em crise, não tem vontade
de fazer nada, a medicação não está fazendo efeito e por ser médico não
tomou o lítio devido aos efeitos colaterais impedirem dele realizar cirurgias.
Ele me disse que tem pensado em suicídio com frequencia e eu não mereço casar
com um homem sem saber como vou encontrá-lo ao chegar em casa. Ele disse ainda,
que está cada vez mais agressivo e que tem medo de me machucar, relatou uns
quatro episódios que ele reagiu com agressividade no último mês. Eu quero
muito ajudá-lo, mas não sei nem por onde começar. Não sei se insisto, se dou
um tempo para ele melhorar, realmente estou perdida. Desde que estamos juntos
essa é a primeira crise que ele tem e talvez por isso queira me poupar de
sofrer.
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Última atualização ( Qui, 15 de Janeiro de 2009 01:42 )  

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