O Bipolar

Convivendo com o Transtorno

Thursday
Mar 11th
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Auto avaliação de uma Bipolar.

Avaliação do Usuário: / 75
PiorMelhor 
Venho cuidando de mim, me observando, aparando arestas, corrigindo onde estou errando...
Venho dizendo mais não para o que não concordo, dizendo mais sim para o que concordo e me dispondo mais. Venho me lembrando que todos nós temos 24hs pr dia para acertar mais do que errar, e tenho tentado dividir o meu tempo da melhor maneira possível. Venho dando o melhor de mim.
Vim hoje dizer que estamos bem e acho que temos muita sorte...
Sorte é batalhar para fazer acontecer, eu vejo as coisas assim. Plantar coisas boas para poder colher coisas boas.
Me acho até sortuda por saber que sou uma Bipolar.

Calma aí!
Não se revoltem, vou explicar:

Antes quando estava deprimida me sentia sem ânimo para nada, me arrastava de um canto para o outro pela casa, achava minha vida uma droga, não me entendia, Não conseguia realizar nada, me achava uma preguiçosa, (e todos concordavam) porque não havia motivo concreto para a dor e a tristeza que eu sentia me impossibilitarem muitas vezes até de ter forças de tomar um simples banho.

Então sem nenhuma razão tudo mudava. Vinha uma euforia do nada que me fazia sair por aí gastando até o que eu não tinha, me arriscando, falando mil besteiras, agredindo as pessoas... Nem eu mesma entendia as minhas atitudes mas não estava nem aí para isso porque era infinitamente melhor do que ficar prostrada. Nessa fase eu tinha mil idéias ao mesmo tempo, fazia mil coisas ao mesmo tempo e adorava, fazia uma besteira atrás da outra com culpa zero.

Mas depois a culpa vinha. E como doia...
Eu achava que não tinha mais jeito, que eu era insuportável e ponto final (como todos ao meu redor). Eu també, achava que meu descontrole era sempre culpa de alguém. Até mesmo o tempo entrava na lista de culpados, quando não podia culpar ninguém.

Minha vida foi um caos por muito tempo. Quando o Marcos sugeriu que eu talvez fosse uma Bipolar (como ele já havia descoberto ser) houve a terceira guerra mundial aqui em casa. Me debati em preconceito por mais uma ano inteiro enquanto meus surtos aumentavam até me dispor a, completamente mal humorada, procurar um psiquiatra. (Já falei por aqui sobre a minha primeira consulta, nem sei como ele não me internou)

Quando diagnosticada com bipolar, passei por algumas fases:

Primeira fase:

- Pensei "pronto! Além de tudo que achava que era, também sou maluca e vou me entupir de remédio"
Completamente ignorante no assunto eu fui tomando a minha medicação (com uma pequena dose de rebeldia) e me sentindo muito melhor. Gostei, me recriminei por ter passado tanto tempo sem pedir ajuda. Meu humor ficou bem melhor. Estabilizei.

Segunda fase:

- Fiquei tão bem que pensei "não preciso mais de remédio, estou ótima!"
Legal, se eu tivesse me dado ao trabalho de ler sobre o assunto ou procurar meu psiquiatra para conversar teria sabido que eu estava ótima porque meu tratamento estava funcinando. Mas não, minha rebeldia aumentou. Por alguns dias fiquei não tão bem, e depois fui ladeira abaixo. No quarto dia estava aos prantos atrás do meu psiquiatra. Ele já tinha acabado as consultas e estava no estacionamento. Corri (literalmente) até ele que me atendeu ali mesmo no pátio do estacionamento e de frente a porta de seu carro aberta, numa emergência inusitada e marcou uma consulta para o dia seguinte.

Ele disse que meu ataque de rebeldia (como eu chamo) é muito mais normal do que eu imagino e que joquei todo o progresso do tratamento pelo ralo. Prometi ser uma boa menina e recomeçamos o tratamento.

Terceira fase:

- Comecei a me informar sobre o transtorno. Li com atenção sobre como eu posso fazer para tudo funcionar bem e me dispus a me tratar sériamente. Com a medicação e tudo o que precisar para me manter bem.

Fase atual:

- Fiz as pazes com a minha Bipolaridade.
Sou assim e tenho muita sorte de ter um transtorno que se não tem ainda cura conhecida, tem um tratamento eficaz.
Hoje ainda tenho oscilações de humor em proporção infinitamente menor as que tinha antes. Ainda tenho momentos em que coloco uma lente de aumento nos problemas. Depois percebo e dependendo da gravidade até rio de mim.
Minha vida deu um salto de qualidade gigante. Nesse site percebo que não estamos sozinhos (eu e Marcos) e me sinto muito feliz de ter vocês conosco para compartilhar nossos momentos ruins e os bons também. Para dizer que existe vida de qualidade, mesmo sendo um Bipolar.
Isso é possível com o tratamento, comprometimento e muita responsabilidade.


Comentários
Mariana  - Auto Avaliação   |05-07-2009 13:34:57
Há um ano me trato em uma instituição pública e nunca pensei que além das
consultas mensais e da medicação gratuita e que eu precisasse realmente de
terapia ou de participar das atividades em grupo propostas no local, mas
recentemente iniciei a terapia e tenho me interessado por atividades de
integração social, pois o mais difícil é vender o nósso próprio
preconceito, pois sempre que eu pensava em atividades com outros semelhantes em
tratamento achava que seria algo chato que não me acrescentaria em nada mas
pelo contrário, todos me acolhem e me mostram que é possível se fortalecer
pra futuramente poder retormar outros projetos e principalmente uma atividade
profissional,Um grande abraço a todos os bipolares, quem quiser se corresponder
me cadastra no msn:mariscavassa2009@hotmail.com, um abraço a todos.
Silvia  - Olá Mariana!!!   |11-07-2009 17:18:31
Obrigada por estar sempre conosco compartilhando suas experiências que tanto
nos ajudam.
Beijocas,
Silvia
Carol  - será que ela é?   |07-07-2009 13:45:13
Sempre me achei bem mais inteligente, que os outros, muitas vezes até
superior!
Era super risonha, alegre, tinha energia e disposição para fazer
tudo, ir pra balada de segunda a segunda... carregada o mundo nas costas, porque
só eu tinha "capacidade".
Adorava provocar os meninos, sempre fui
linda, e deixar as meninas com raiva... saía com todo mundo, mas depois pensava
se havia mesmo necessidade de ter feito aquilo... e logo em seguida desencanava,
via outro gatinho, ou não, e abria meu sorriso irresistível.
Daí me
apaixonei, casei, e tive que começar a me "comportar". Minha vida
começou a ficar chata, não porque não posso mais fazer nada, mas porque perdi
a vontade.
Depois conheci uma pessoa q gosto muito, é bipolar, e começei a
pesquisar.
E pesquisando, achei explicação sobre a fase depressiva do
bipolar, e no final chorava tanto que quase não conseguia ler.
Perdi amigos,
amores, familiares. Mas não tenho força de procurar ninguém, nem mesmo minha
mae! Ainda trabalho, até penso em estudar, mas me cansa tanto. Antes fazia
tudo, e hoje não consigo mais fazer nada. Tiro minhas forças não sei de onde,
e tenho medo de um dia não aguentar.
E no meio disso tudo, há dias que eu
ainda acordo, com força pra carregar o mundo nas costas. Trabalho, saio com meu
marido, dou muita risada, ligo pros amigos, limpo a casa, escovo o cachorro,
tomo banho, faço escova no cabelo, e quando vou ver, já são 04 da manhã.
É
uma sensção estranha, de que a gente não tá regulado, não porque
deveríamos ser sempre iguais, mas porque o humor muda demais, é errado estar
tão feliz, e depois, do nada, só porque vc vê uma cena triste na tv ou porque
lembrou de alguém, começar a chorar como se o mundo estivesse acabando!
SOU
BIPOLAR? NÃO SEI... MAS SE ALGUÉM ESTIVER AÍ, E PUDER ME DIZER ALGUMA COISA,
ANTES QUE EU EXPLODA, PORQUE EUSINTO COMO SE TIVESSE UMA CONTAGEM REGRESSIVA
DENTRO DE MIM!
Silvia  - Olá Carol!!!   |11-07-2009 17:16:21
O único apto a te diagnosticar é um psiquiatra. Concordo com tudo que a
Mariana (post abaixo desse) sugeriu a você.
Mas posso falar de mim e da
identificação que senti com o que você escreveu.
Até hoje sinto dificuldade
de deixar alguém fazer coisas que acho importantes. Quero fazer tudo do meu
jeito, termino exausta e sobrecarregada por achar muitas vezes que só eu farei
da maneira correta. Procuro ficar atenta para não fazer isso.
Quando estou na
fase da hipomania eu fico agitadíssima, meu dia deveria ter umas 48 horas para
que eu conseguisse fazer tudo o que quero fazer, fico então sem tempo para
dormir, um bom humor cavalar, minha criatividade fica em alta e começo a pintar
as paredes, os armários, estofar o sofá sozinha, limpo cada canto da casa até
o Marcos quase ter um colapso nervoso e gritar que vai me amarrar...
Daí em
pouco tempo, (sou ciclotímica, meu humor alterna rápidamente, até várias
vezes ao dia se estiver desestabilizada) murcho, me encolho, não quero ver
ninguém, não tenho ânimo de me arrumar e saio de casa vestida de troxa,
(apelido "carinhoso" que meu marido dá aos trapos que visto nessa
fase), e só saio de casa nessa fase porque tenho que trabalhar, senão ficaria
em casa me arrastando de um sofá para o outro.
Quando cheguei na minha primeira
consulta, completamente descontrolada sentia uma coisa que me chamou muita
atenção no seu relato: Eu achava que ia implodir, literalmente.
A dor
emocional ficou tão forte que eu não sabia mais o que fazer.
Pelo que me
conta, sugiro que procure ajuda o mais rápido que puder.Não sei se você é
Bipolar ou não porque não sou capacitada para responder.
Só sei que sentir
dor emocional não é normal...
Muita sorte, Vou ficar na torcida e dê
notícias...
Beijocas,
Silvia
Mariana  - Será que ela é ?   |08-07-2009 13:43:53
Primeiro pra ter um diagnóstico preciso só consultando um psiquiatra, ele vai
avaliar todo esse estórico que você relatou e lhe passar sua opinião, sempre
é bom tb procurar uma psicoterapia afinal é um momento apropriado pra colocar
os sentimentos pra fora e ter orientação de uma pessoa capacitada pra isso,
nós bipolares costumamos ter vários momentos limites, falando demais, gastando
demais, fazendo sexo de mais, sendo obssessivos, muitas vezes agressivos e em
vários momentos depressivos sem saber porque, por isso quanto antes vc procurar
ajuda especializada essa contagem regressiva vai parar e vc vai poder ter uma
vida controlada sem situações limite que te levem ao descontrole.

Um grande
abraço,

Mariana, 26 anos
diagnóstico de bipolaridade a dois anos.
Marcos  - re: Será que ela é ?   |14-07-2009 14:49:58
Concordo em tudo o que foi dito pela Mariana.
Mariana Escreveu:
Primeiro pra ter um diagnóstico preciso só consultando um psiquiatra, ele
vai avaliar todo esse estórico que você relatou e lhe passar sua
opinião, sempre é bom tb procurar uma psicoterapia afinal é um
momento apropriado pra colocar os sentimentos pra fora e ter
orientação de uma pessoa capacitada pra isso, nós bipolares
costumamos ter vários momentos limites, falando demais, gastando
demais, fazendo sexo de mais, sendo obssessivos, muitas
vezes agressivos e em vários momentos depressivos sem saber porque,
por isso quanto antes vc procurar ajuda especializada essa contagem
regressiva vai parar e vc vai poder ter uma vida controlada sem
situações limite que te levem ao descontrole.

Um
grande abraço,

Mariana, 26 anos
diagnóstico de bipolaridade a dois
anos.
Débora  - socorrooooo   |13-07-2009 08:13:39
SOCORRO!

Oi, preciso de uma opinião. Estou com medo de procurar um
psiquiatra, sofro muito com crises, principalmente nervosas, no qual esta
atrapalhando muito minha vida conjugal! Mas estou cansada de desfazerem de mim,
profissionais incopetentes.... Tenho medo de chegar lá e me tratarem como se
tivesse inventando, sofro há 15 anos com isso e me escondo porque as vezes que
procuro ajuda sinto que desfazem de mim. Olha se alguém se identifica comigo,
deixei só os sintomas que tenho:

Quando em um episódio de Mania ou Euforia
o paciente pode apresentar:

Aumento de energia e disposição; Humor
eufórico; Irritabilidade, impaciência, "pavio curto" (esses 3 tem sido
meu problema pior); Distração; Exaltação; Pensamento acelerado, tagarelice;
Insônia; Otimismo exagerado, aumento da auto-estima(nessa hora sonho muito e
quero e cobro muito) ; Gastos excessivos (mas ainda me controlo, não tem sido
gastos de quebrar de todo);

Quando em um episódio de Depressão o paciente
pode apresentar:

Desânimo, cansaço mental; Dificuldade de concentração;
Isolamento social e familiar (muito); Apatia, desmotivação; Sentimento de
medo, insegurança, desespero e vazio; Pessimismo (muito), idéias de culpa;
Baixa auto-estima (muito); Em casos mais graves pode ocorrerestou tendo muito)
Dores e problemas físicos como, cefaléia, sintomas gastrintestinais, dores
pelo corpo e pressão no peito; Idéias suicidas (só nas crises, mas ainda sem
coragem).

Fora que estou sem referencia nehuma de profissionais em Belo
Horizonte.

Quem puder conversar comigo, entre em contato!
Mariana  - Oi Débora   |13-07-2009 16:43:04
Lendo outros posts de outras pessoas e até fazendo o próprio teste sugerido
pelo site vc vai ver que suas queixas na maioria se encaixam na Bipolaridade,
mas como eu sempre escrevo aqui é importantíssimo procurar o médico o quanto
antes, se vc está sem referências procure no atendimento público da sua
cidade ou em sites de associações de psiquiatria, mas ficar como vc está só
vai aumentar sua agonia, parece que os dias não tem fim, que seu coração vai
sair pela boca ou que a cama vai te engolir de tanto que vc não quer levantar,
agente merece ser feliz, vc já deu um passo super importante agora é
prosseguir com ele, se tiver convênio médico verifique no seu convênio,
senão na rede pública e normalmente em sites de associações psiquiatricas
tem referências, dá uma olha no site da prefeitura de Belo Horizonte
:

http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/c
omunidade.do?evento=portlet&pIdPlc=ecpTa
xonomiaMenuPortal&app=enderecos&tax=1605 3&lang=pt_BR&pg=6300&taxp=0&

Um
abraço,
Mariana
26anos
diagnostico de bipolaridade a dois anos
Mariana  - Oi Silvia   |13-07-2009 16:36:33
Gosto muito do site, acho as matérias muito esclarecedoras e ver que outras
pessoas estão passando pelo que eu passei e por situações que eu ainda passo
me ajuda a digerir as difificuldades diárias e erguer a cabeça pra continuar
no dia seguinte.

Um grande abraço!!!!
Silvia  - Obrigada Mariana!   |07-09-2009 17:58:12
Quero te agradecer coisas que você faz, que me emocionam e você nem tem
idéia...
Calma, não surtei rsrs
É que muitas vezes me afasto do site. As
vezes não estou bem, me arrastando mesmo e preciso cuidar de mim. Outras vezes
estou com muito trabalho e não tenho tempo nem para me olhar no espelho
direito, e mil outras coisas mais que acontecem...
No entanto você tem sido de
imensa ajuda para as pessoas que estão por aqui precisando de uma palavra, uma
ajuda, uma troca...
As vezes abro os recados exausta e vejo que você, (a Mari,
como eu chamo) já respondeu e fico muito grata.

Receba meus agradecimentos e
minhas beijocas

Silvia Mouriño
CRISTIANE GARCIA  - Tratamento   |11-08-2009 08:31:18
Bom dia a todos
Há muitos meses estou estudando sobre a bipolaridade. Isso se
deu depois de uma propaganda da ABRATA mostrada na TV (interpretada pela
Cássia Kiss). Depois que vi esse anuncio, corri pro computador e me surpreendi
com a descrição dos meus sintomas ali, na tela. Foram livros, sites,
revistas,enfim, tudo o que consegui ler, eu li e cada vez mais eu tenho a
certeza de que sou bipolar. Não tenho plano de saúde e as consultas com
psiquiatras são caras aqui no RJ (cerca de 150,00 cada uma) e psicólogos
cobram em média 70,00 por cada seção. Frente a isso, alguém poderia me
direcionar a algum hospital público para que eu possa procurar ajuda? Como devo
fazer?
Agradeço antecipadamente a atenção.
Mariana  - Tratamento no Rio de Janeiro   |13-08-2009 11:58:14
Olá Cristiane, me chamo Mariana e moro em São Paulo, mas creio que procurando
essas informações na prefeitura de sua cidade, ou na secretária de saúde ou
até mesmo nos postos de saúde, eles tenham como encaminhar você a área de
psiquiatria que atende na região onde você mora pelo SUS, pois no meu caso
consegui encaminhamento dessa forma, através de um pronto socorro público fui
encaminhada a um local de atendimento psiquiátrico público onde faço
tratamento até hoje, espero ter ajudado, caso queira se corresponder comigo meu
msn e mariscavassa2009@hotmail.com, um abraço e boa sorte.
Mariana  - Tratamento no Rio de Janeiro   |13-08-2009 14:43:06
Olá Cristiane, pesquisando na net acessei o site da prefeitura do Rio de
Janeiro : http://www.rio.rj.gov.br/ lá tem um campo Guia de Serviços onde
você pode selecionar saúde, na sequência aparecerá uma tela azul com várias
informações no canto direito tem a opção onde e como ser atendido, selecione
ela, automaticamente virá outra tela com várias perguntas : qual serviço vc
quer no caso vc pode selecionar psiquiatria ou psicologia e assim
sucessivamente, preenchendo todos os campos corretamente no final da página
você clica onde estiver escrito clique aqui em preto, ai vem a lista de locais
que fazem o atendimento da especialidade procurada, com nome, endereço e
telefone dos locais, acho que assim te dei uma ajuda mais eficiente, pois dessa
forma vc pode entrar em contato com os locais mais próximos da sua residência,
um abraço.
amanda   |16-08-2009 10:20:56
oi meu nome é amanda e sou casada com um bipolar.
gostaria de saber se tem
algum grupo de apoio a familiares de bipolar em santa catarina pois é o estado
onde moramos.
preciso de ajuda para compreender o transtorno pois confesso que
é muito dificil conviver com um bipolar sem entende-lo
se alguem puder me
ajudar fico muito grata.
obrigada
Mariana  - Atendimento em Santa Catarina   |17-08-2009 11:13:49
Olá Amanda, no seu post você não especificou qual a região de Santa Catarina
você mora, mas pesquisando na net, encontrei o site da região de Rio do Sul
onde tem informações sobre a secretária de saúde da cidade, verificando
locais para atendimento psicossocial eles divulgando informações sobre o CAPS
( Centro de Atenção Psicossocial ), em Rio do Sul no site informa que fica
nesse endereço: Rua São João, 131 Centro
Contatos: (47)
3525-3645
caps_riosul@yahoo.com.br

Creio que entrando em contato por
telefone ou email eles vão lhe indicar um local mais próximo da sua
residência, em São Paulo onde eu moro também existem os CAPS e eles oferecem
vários serviços pelo SUS para o paciente e para os parentes, espero ter
ajudado, caso queira se corresponder comigo meu msn é
mariscavassa2009@hotmail.com.

Um abraço e boa sorte !!!!!!!
cristiane   |06-09-2009 22:17:41
Gostaria de falar que vc deveria ter paciencia é tão dificil pra ele quanto é
pra vc. Sofremos muito em ser assim, pode ter certeza.
cristiane  - TB fase I   |06-09-2009 22:14:18
Descobri que tenho transtorno bipolar a 3 meses. Fui diaguinostficada como
pertencente ao seleto e infeliz grupo da fase I. Minha vida no momento está
paralisada (parei a faculdade no ano de formação, estou afastada do meu
trabalho, raramente saio de casa, vejo e ouço coisas, sinto os pensamentos em
minha mente descarrilhar, durmo pouco (meu recorde é 5 dias sem dormir), passei
4 dias sem sair da cama, engordei muito, estou sempre irritada e, por isso,
estou tenho problemas familiares, as vezes me sinto uma super mulher e as vezes
a ultima das mortais da terra e obviamente depois de tudo isso...obviamente que
luto contra os pesamentos de suicidio.

Infelizmente faço parte do 1% da
população mundial que foi condecorado com este presente... só queria saber pq
eu?!

Quem disse que dá pra levar a vida normal por favor me ensina pq até
agora cada dia é uma luta terrível contra eu mesma. É claro sem ter motivos
pra continuar lutando
Silvia  - Olá Cristiane!   |07-09-2009 17:46:45
Entendo sua revolta, já a senti na pele.
Achava que ia
realmente enlouquecer a qualquer momento, era só uma questão de
quanto tempo ia levar para isso acontecer, muitas vezes
quis morrer...
Bem, eu estava errada e sem esperança, como você
está agora (por enquanto).

Você foi diagnosticada a apenas três
meses. Pelos relatos que lê no site, deve ter a impressão de que
todos ficamos bem do dia para noite, o que não é verdade.

Levei meses
para encontrar um médico sério e que eu confiasse, afinal tenho que
falar para ele coisas da minha vida. Quando isso aconteceu, tivemos
que juntos testar a medicação que melhor se adaptava a mim, pois
cada paciente reage diferente a medicação...

Tomei remédios
que não me fizeram bem, que eu não sentia nada, outros que não
faziam o efeito desejado, outros que me engordaram, outros que mexeram
com a minha libido...

Isso tudo levou tempo. Nesse meio tempo eu
achava que não ia adiantar nada, me revoltava, quando finalmente
acertamos a melhor medicação para mim comecei a viver. As coisas
foram ganhando cor de novo, fui recomeçando, a princípio
engatinhando como um bebê...
Temos que ter paciência, e sei que não
é fácil. Temos também que interagir com o médico que nos trata.
Temos que dizer a ele o que estamos sentindo com a medicação que nos
receitou. Não podemos ficar nos sentindo mal com algo que a
medicação nos tirou e ficar de boca fechada. Temos que lutar porque:

EXISTE VIDA APÒS A DESCOBERTA DA BIPOLARIDADE

E vida de qualidade!!!

Não desista, ok?

Ouvi uma coisa há muito tempo
e guardei para a minha vida, digo a você agora:

Sei que você ainda
não tem fé de que vai conseguir superar as dificuldades da
bipolaridade, mas eu tenho fé de que você vai conseguir.
Use a minha
fé em você enquanto não consegue a sua...

Muita sorte e
perseverança!
Beijocas Bipolares,

Silvia Mouriño
Mariana  - Silvia "...ouvi uma coisa ....."   |11-09-2009 14:03:55
"Sei que você ainda
não tem fé de que vai conseguir superar as
dificuldades da
bipolaridade, mas eu tenho fé de que você vai conseguir.
Use a
minha
fé em você enquanto não consegue a sua..."

Era tudo que eu
precisava ouvir hoje, gosto muito desse site, pois aqui como no local onde faço
meu tratamento me sinto muito a vontade e me sinto mais livre, por isso o quanto
posso, gosto de ajudar meus pares nessa luta em prol da VIDA.

Seu Jorge coloca
isso muito bem na música dele Pessoal, Particular :

Para viver bem, basta
estar bem, querer bem e viver bem.

Um forte abraço!!!!!!

Mariana

mariscavassa2009@hotmail.com
Mariana  - Re: Cristiane - TB fase I   |11-09-2009 13:58:51
Olá Cristiane, me chamo Mariana tenho 26 anos descobri o transtorno bipolar a
dois anos em uma excelente fase da minha vida, tinha acabado de ser promovida no
trabalho, estava com uma aparência ótima, fazendo muito sucesso com os
rapazes, havia começado faculdade com bolsa de 100% e de repente
BOOOMMMMMM!!!!!!!!!! Comecei a ter crises de ansiedade, crises de ausência,
começaram a achar no trabalho que eu usava drogas ou era alcoólatra, os
médicos do convênio não davam atenção as minhas queixas, nem o médico do
trabalho, todos alegavam stress, até que no término do primeiro semestre da
faculdade tive uma crise gravíssima, onde fui levada a um pronto socorro
público e foi lá que diagnosticaram coletando todo tipo de informação dos
meses anteriores a crise. De lá pra cá tenho lutado com contra crises
ciclícas, trocas de medicação, efeitos colaterais, rejeição das pessoas que
você achava que te amavam, preconceito familiar e de outros, mudanças
estéticas ( ganhei muito peso com a medicação ), mas nesse meio tempo tive
ganhos também conheci meu parceiro que está comigo a dois anos e meio sendo um
ano e sete meses na mesma casa, me aproximei da minha família, conheci pessoas
que vivenciam a mesma situação que nós ou situações piores, mas que
enfrentam de cabeça erguida todas as dificuldades, três meses de luta é só o
começo da batalha, o Transtorno estará com você para o resto de sua vida, mas
não precisa ser uma luta armada onde você sempre perca, pode ser uma parceria,
entre você, os médicos, os psicólogos, sua família e com a doença, pois
aprendi que doenças crônicas pioram muito se não aceitamos elas,mas se nos
aproximamos para que elas nos deixem viver em paz, conseguimos identificar
melhor o que nos faz mal, o que precisamos, se o tratamento está fazendo efeito
e se já chegamos em um ponto em que podemos avançar mais e adquirir ou
readquirir mais responsabilidades.

Não tenha pressa, a faculdade, o trabalho,
são coisas super importantes sim, mas evitar que o Transtorno Bipolar se torne
um monstro na sua vida é muito mais importante agora.

Um grande
abraço,

Mariana
mariscavassa2009@h otmail.com
Lucia Garcia  - Boa Tarde!   |28-09-2009 13:50:10
Caríssimos,
Hoje encontrei na internet esse site. Faz quatro anos que trato o
transtorno Bipolar. Infelizmente, só comecei o tratamento quando minha vida
ruiu literalmente. Porque sou uma pessoa teimosa, já fiz vários testes, deixei
de tomar a medicação, passei algum tempo sem frequentar o analista, tudo para
confirmar o que está comprovado, é uma doença que não tem cura, somos
impotentes e precisamos ajuda química e orientação de um profissional
capacitado. Quem quiser pode escrever para meu e-mail
lucia.g.rio@hotmail.com sobre esse assunto. Mesmo com todos os cuidados,
quando surgem adversidades afetivas, emocionais, economicas, entro em declínio
e a depressão aparece com força total. Desejo muita força a todos. Com
Carinho.Lucia
alejandro robbiati  - Que Baque !!!   |03-10-2009 09:33:04
Foi ontem que decidi fazer uma procura sobre o significado de bipolaridade
na Internet. Caiu uma tonelada de"fichas" na minha cabeça. Eu venho buscando ajuda para algo que nem
mesmo sabia o que era, até então pensei que sofria de depressão,
só que os sintomas não desapareciam e haviam outras coisas que não
conseguia compreender. Quando assisti a reportagem do You TUbe deste
casal que se propôs a mostrar algumas coisas que acontecem na vida do
portador de bipolaridade, pude compreender e não restou dúvida
que sou um também. Me veio uma grande revolta e ira ao saber que
nenhum psiquiatra dos que eu passei se deu ao trabalho de pesquisar a
minha situação e procurar detectar e diagnosticar o problema. Neste
último que passei a frequentar há aprox. 20 dias, foi o que teve o
verdadeiro interesse em descobrir o meu problema e me ajudar no
meu desespero. Compartilhei com a minha pscicóloga que estava muito
angustiado, triste e desanimado, querendo desistir de tudo e de
continuar a procurar ajuda em um médico, porém dizia dentro de mim
que não havia saída, teria que continuar a bater em portas
até encontrar a que iria servir. Não tem sido fácil descobrir que
sofro deste mal há aproximadamente 30 anos, hoje estou com 46 e pude
fazer uma rápida retrospectiva de tantas coisas que aconteceram na
minha vida e que começaram e não terminaram - que triste - no
domingo passado estava na igreja e de repente ouvindo uma
mensagem desabei a chorar porque há dentro de nós o desejo de ser
feliz e encontrar uma luz ao sol.
Gostaria de coração que aqueles
que pudessem, respondessem e me escrevessem para, quem sabe,
ter algumas orientações e ouvir de outros que já passaram por isso
e como conseguiram superar esta fase.
Comecei a tomar outros remédios
há 15 dias atrás - um estabilizador de humor "Topiramato" +
1 antidepressivo "cloridrato de bupropiona" - tenho passado
por momentos muito fortes de querer atropelar todo mundo, jogar
o carro no da frente porque não me dá passagem, enfim....muitos
sentimentos difíceis de controlar. HELP.....
Sou casado, tenho 2
filhas, 1 delas- a menor (12anos)- foi detectado o mesmo
problema meu... silêncio
O que dizer....
Lucia Garcia  - Oi Alejandro!!!   |03-10-2009 22:58:30
Li o que escreveu, comigo não foi muito diferente, fazia muito tempo que
percebia haver alguma coisa errada comigo, imaginava que tinha compulsão, um
exacerbado perfeccionismo, alterações violentas de humor, do bem estar ao
choro bastava um acontecimento, enfim, são tantas coisas que com o passar do
tempo e sob controle percebemos serem comportamentos e sentimentos anormais.
Contudo, quem está na situação muitas vezes não percebe, porém é vítima
das consequências e ainda por cima estende à família os problemas.
Infelizmente, poucos são os profissionais preparados para perceber e tratar o
portador da bipolaridade. Desde que tive um surto violento, quase às vias de
suicídio, comecei um tratamento psicoterápico complementado com medicação.
Apesar de ter passado por altos e baixos, com certeza não teria resistido se
não tivesse seguindo rigorosamente o tratamento. Assim como tu, uso o
Topiramato e também o Cymbalta. Quando li teu depoimento, me identifiquei nos
casos de 'euforia' como no caso do carro, já fiz isso, já desci do carro no
trânsito depois de baterem no meu, e fui chutar o outro carro, correndo o
risco de levar um tiro...já enfrentei assalto com arma no ouvido, fingindo que
não estava ouvindo, depois morri de medo quando consegui ir embora..., são
coisas que, segundo o médico, fazemos no momento que nos sentimos superiores,
acima do bem e do mal, imortais, naquele momento de euforia...Por favor, assim
como todos os outros relatos e conselhos aqui postados, tente seguir em frente
com o tratamento, com um psiquiátra da tua confiança e nunca deixa de tomar a
medicação, ela é tão essencial como o alimento para nossa sobrevivência com
saúde.
Um abraço fraterno.
Lucia
Silvia  - Olá Alejandro!   |03-10-2009 18:05:47
Olá Alejandro!
Sei como você está se sentindo agora, essa sensação de ter
perdido um tempo enorme em busca de ajuda para algo que nem sabia o nome.
Bem,
agora vou te falar da parte que muito me consola: descobriu que tem um
transtorno que ainda não tem cura conhecida, porém tem um tratamento
eficaz.
Quando escrevi a matéria acima, estava me sentindo bem estabilizada, o
que não está acontecendo agora. Estou passando por problemas que estão
mexendo com meu emocional de tal forma que a medicação não está segurando
completamente a "onda". O resultado disso é que meu humor anda
oscilando bastante ultimamente. Nada comparado a antes do tratamento, mas fico
em alerta comigo mesma e peço ajuda aos mais próximos para lidar comigo nesses
momentos.
Sua medicação ainda é muito recente, de modo que deve
demorar um pouco para se sentir melhor. Também tenho filhos e eles já
apresentaram sintomas de Bipolaridade. Levei ao psiquiatra e começamos o
tratamento, quanto mais cedo conseguir fazer isso, melhor será a vida da
criança.
Minha sugestão é que leia muito sobre a Bipolaridade. Quanto mais
conhecer o transtorno, melhor irá lidar consigo mesmo. Digo isso, porque não
existe fórmula para lidar com nossos altos e baixos. O que existe é a luta
diária de cada um de nós em busca de conseguir... simplesmente ser feliz...


Beijocas Bipolares,

Silvia
alejandro robbiati  - Consolo   |10-10-2009 21:33:42
Eu quero agradecer de coração pelas mensagens deixadas pela Lucia e a Silvia e
pelas orientações que são muito bem vindas nesta fase inicial tão turbulenta
e complicada. As coisas mudam muito rapidamente e estou tentando deixar o meu
psiquiatra a par de tudo que tem acontecido comigo, praticamente elaborando um
diário, anotando as mudanças. Tem me incomodado muito a irritabilidade que
tenho sentido diariamente a ponto de se tornar incontrolável, minha esposa tem
procurado ser bastante compreensiva e tentado apaziguar as coisas,
principalmente quando vem aquelas avalanches que parece que vai explodir algo
dentro de nós. Sinceramente tenho lido alguns artigos na internet e já li o
livro mente inquieta que me pareceu muito bom, relatando com detalhes e bastante
clareza os sintomas, crises e emoções que vão e vem. Queria saber que outros
livros vcs me recomendam para ler.
Uma pergunta que me fiz ao ler o comentário
da Silvia é como funciona a questão da recaída, isto é frequente? a
medicação necessariamente precisa atender estas demandas? como funciona tudo
isto? Vcs devem entender o meu dilema e a minha preocupação e ansiedade. O que
mais desejo é relamente poder superar esta fase inicial que está sendo
bastante turbulenta desgastante, enfim...
Todos estes depoimentos tem sido muito
edificantes para mim e tenho divulgado para algumas pessoas da área que sei q
alejandro robbiati  - consolo   |10-10-2009 21:36:54
continuação ...
sei que será muito útil e benefico, funcionando como uma
válvula de escape nos momentos de crise. Obrigado mais uma vez.
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Última atualização ( Dom, 05 de Julho de 2009 14:08 )  

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